<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536</id><updated>2011-07-31T04:09:46.170-07:00</updated><category term='uff reflexões'/><category term='rugbi'/><category term='motivação'/><category term='reflexões'/><category term='poesia'/><category term='arco flecha esporte'/><category term='Conto'/><category term='Crônica'/><category term='reflexão liberdade'/><category term='moldavia twitter rapidez politica'/><category term='oficio escritor'/><category term='rúgbi'/><category term='reflexões ventos'/><category term='reflexão pedância petulância esferas autoconhecimento'/><category term='reflexão'/><category term='aviso férias história cabo frio'/><category term='reflexões egoísmo'/><category term='percepção saber autocritica reflexão'/><title type='text'>Labirinto da Sintaxe</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-6677774883776892045</id><published>2010-09-21T13:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T13:09:16.379-07:00</updated><title type='text'>Fruto de uma Quimera Noturna</title><content type='html'>Acreditamos não haver conexão entre nós e a multidão humana que nos cerca. Atribuímo-la o título de anônima por acreditarmos que estamos distantes daqueles que sentam ao nosso lados nos ônibus, que nos servem refeições na rua ou ainda dos que nos pedem licença por um momento. São pessoas pretas, vermelhas, brancas (ou seriam morenas?), altas, baixas, mas acima de tudo são pessoas sem nome, desconhecidas. Existe um espaço não-físico entre nós e elas composto de ignorância e pré-conceito. A observação e o entendimento deste espaço é um dos maiores engenhos a serem empreendidos pelo intelecto humano – de sorte que até hoje tal empresa não foi tomada, pois se assim fosse feito, não estariamos no ponto que chegamos. Uma boa reflexão acerca da natureza desse espaço nos explicaria, à semelhança do que é feito em outros saberes, como na História, onde é usado para explicar as pirâmides sociais,  e na Física Experimental, onde decifra a natureza da luz, que ele é metafóricamente um prisma. Tanto na primeira como no primeiro saber, essa figura geométrica denuncia a existência das diferenças. Talvez sejam nessas diferenças e no afastamento que elas causam que reside a fé na autonomia de nossas ações e na inocência de nossas vontades. A convicção de isolamento nos faz viver uma solidão inconsciente e irresponsável. &lt;br /&gt;Torna-se quase um exame de consciência refletirmos sobre a ligação que existe entre cada nós e um outro ser humano, seja lá qual for a distância que acreditamos estar ele de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-6677774883776892045?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/6677774883776892045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=6677774883776892045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6677774883776892045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6677774883776892045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2010/09/fruto-de-uma-quimera-noturna.html' title='Fruto de uma Quimera Noturna'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-723193476885270669</id><published>2010-09-03T12:19:00.001-07:00</published><updated>2010-09-03T12:44:56.143-07:00</updated><title type='text'>Precisamos de Choques</title><content type='html'>Estou enojado de políticos. Nesse exato momento de todos, pois não consigo ser racional o suficiente para entender que há alguns nos quais posso votar. Mas de uma forma geral, estou achando tudo um grande chiqueiro de porcos. Coitados dos porcos, são muito legais para serem comparados a essa corja que nos governa. &lt;br /&gt;A violência, e sua mãe, a corrupção, salta aos olhos dos fluminenses aonde quer que eles olhem, tanto para cidade maravilhosa quanto para os recantos antes tranquilos do nosso estado. Tanto nas favelas quanto no asfalto. Estamos todos imersos nesse espírito maldito que assombra o Rio de Janeiro, queiramos ou não, colaboremos ou não.&lt;br /&gt;Mas vou falar agora da principal motivação do meu ato de vir aqui fazer uma postagem. A política do Rio de Janeiro em relação à segurança é algo que está no nível do espetacular. Não por sua eficiência, com as UPPs pacificando as favelas existentes nas áreas nobres da cidade, principalmente na Zona Sul e áreas mais centrais, mas sim pela faustuosidade com que se recobre essas unidades de polícia pacificadora. É um show de ineficiência a longo prazo, como se verá. Aplaude-se atitude do comando da polícia de erradicar o crime em algumas comunidades, mas não raciocina-se para onde esse crime vai. Ao instalar uma UPP, não se erradica o crime que ali estava instalado. Os bandidos que ali estavam fogem, apressadamente para outras regiões da metrópole, como a Zona Norte, a baixada fluminense e mesmo o outro lado da Baía de Guanabara, como fiquei sabendo hoje no meu curso de inglês. Curiosamente são áreas onde provalvemente não haverão eventos da futura Copa do Mundo e das Olimpiadas. Porque as operações da polícia não se dão na raíz do tráfico de drogas, que é nas margens da Av. Brasil e Dutra e nos pontos próximo à Baía de Guanabara, em suma, na Zona Norte? Porque trata-se de um empreendimento para inglês ver. Literalmente(mas não tanto assim).&lt;br /&gt;Fico pensando à que nivel chega a rede de relacionamentos existente entre o alto escalão da política no Rio de Janeiro e os traficantes de drogas, milicianos e outras variantes de foras-da-lei.&lt;br /&gt;Quando falamos de violência, pelo menos aqui no Rio, a primeira coisa que pensamos são em lugares pobres, favelas. E quando falamos em corrupção, a primeira coisa que pensamos é nos lugares de poder, como por exemplo, na Prefeitura ou no Palácio Tiradentes. Sim, de certa forma estamos corretos, no entanto, não conseguimos perceber como essa corrupção escorre como um caldo negro por todos as vias de nossa sociedade. Como existe corrupção e falta de ética em inumeros de nossos gestos, que cometemos sem perceber. Não percebemos como somos violentos com o próximo ao negar seu acesso a direitos básicos, como educação, alimento, saúde e moradia decente. Estamos violentando sua existência. O que deve acontecer para que tenhamos ojeriza à inconsequência de nossas e tomemos uma titude para que isso tudo mude? Quando vamos realmente valorizar nossos votos, mesmo que tenhamos que anulá-los nas urnas? Quando vamos perceber que está tudo em nossas mãos, em nossos atos e palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que choques de ordem, precisamos de um choque moral, outro de ética e mais um de consciência, todos na cervical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-723193476885270669?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/723193476885270669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=723193476885270669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/723193476885270669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/723193476885270669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2010/09/precisamos-de-choques.html' title='Precisamos de Choques'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-7967247070524349338</id><published>2010-07-17T01:27:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T01:33:27.089-07:00</updated><title type='text'>Meses</title><content type='html'>Sim, são muitos meses que não posto aqui. Aliás, que coisinha batida essa de começar a minha postagem dizendo que "tem muito tempo que não faço isso". Não fiz porque não houve necessidade. Não houve jorro de palavras pela ponta de meus dedos. Minha cabeça ficou vazia por meses? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu é que fiquei distraído. Me distraí com contas, aluguéis, disciplinas da faculdade, doenças, noites em claro, filmes, pessoas. Tudo isso me tirou o foco. Minha objetividade se tornou um caleidoscópio. Dividi minhas forças tolamente entre várias responsabilidades, procurando mantê-las todas equilibradas, como um malabarista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha obra, a grande obra, não está necessariamente perdida. Apenas tenho que reunir as ferramentas, que estão espalhadas pelo chão - algumas enferrujadas - e arrumá-las dentro de uma caixa. Depois de fazer isso me sentirei em condições do continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tijolo por tijolo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-7967247070524349338?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/7967247070524349338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=7967247070524349338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7967247070524349338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7967247070524349338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2010/07/meses.html' title='Meses'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8545024575791970265</id><published>2009-11-15T18:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T19:05:19.372-08:00</updated><title type='text'>Wilderness</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SwC9ve48ovI/AAAAAAAAAFo/fYQ5SIdYihM/s1600/Cedar_Mtn_Wilderness.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SwC9ve48ovI/AAAAAAAAAFo/fYQ5SIdYihM/s400/Cedar_Mtn_Wilderness.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404528176288015090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tenho uma tradução para a palavra que dá título a essa postagem, infelizmente. Mas ela é poderosa. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wilderness&lt;/span&gt; é algo que está intrincado na medula do imaginário mítico norte-americano. Certamente uma palavra derivada de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;wild&lt;/span&gt;. Define lugares selvagens, preferencialmente intocados pelo homem, onde apenas as coisas de ordem natural reinam. Lá não existem estradas, redes elétricas, tubulações, infraestrutura alguma. São áreas que atualmente podem ser encontradas preservadas em parques nacionais e reservas, nos mais variados países, sendo consideradas importantes para a conservação da diversidade da fauna e flora e estudos sobre meio ambiente.&lt;br /&gt;Mas não é apenas isso. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wilderness&lt;/span&gt; é algo  extremamente relacionado com a preservação do espírito humano, da criatividade, da moral e da cultura. Isso é o que está presente na obra de diversos autores naturalistas. E eu devo admitir, concordo com eles.&lt;br /&gt;Nesses ermos selvagens profundos eu encontro uma conexão com a vida, com a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;terra&lt;/span&gt; e com o meu interior tão grande quanto eu só encontrei no ventre de minha mãe. No silêncio, cercado pelo horizonte, seja ele composto de montanhas, florestas ou planícies, meus pensamentos e minha alma não tem para onde fugir. Não há nada para perturbar meu espírito que não eu mesmo e minhas necessidades. Só ouvirei os ecos vindos de dentro de mim, estabelecendo assim o diálogo mais verdadeiro de minha vida sem ser ouvido por ninguém - talvez pelas árvores, talvez pelas rochas. &lt;br /&gt;Lembro-me do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fascínio&lt;/span&gt; que me atingiu na primeira vez que ouvi essa palavra. Foi numa aula de América III. Rememorando agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, lembro-me que meus ossos congelaram e senti um frio intenso no peito. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Descobri o nome daquilo que tanto me impressionava&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;É uma constante na minha vida, certamente. Sempre procurarei por isso em meus escritos, em meus poemas, minhas viagens, minha respiração.&lt;br /&gt;Deixo para meus leitores agora um poema de Lord Byron com o qual eu muito me identifico e que acredito expressar bem toda a mística dessa palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há nas matas cerradas um prazer,&lt;br /&gt;Há nas encostas solitárias um arrebatamento,&lt;br /&gt;Há uma sociedade, onde ninguém pode intrometer,&lt;br /&gt;Pelo mar profundo, e música em seu lamento:&lt;br /&gt;Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais,&lt;br /&gt;Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo,&lt;br /&gt;De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás,&lt;br /&gt;Para me misturar ao Universo, e sentir puro,&lt;br /&gt;O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8545024575791970265?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8545024575791970265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8545024575791970265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8545024575791970265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8545024575791970265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/11/wilderness.html' title='Wilderness'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SwC9ve48ovI/AAAAAAAAAFo/fYQ5SIdYihM/s72-c/Cedar_Mtn_Wilderness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8591218645375768831</id><published>2009-11-04T06:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T07:01:06.575-08:00</updated><title type='text'>"Você não pode impedir o que está por vir."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SvGXDQ_gtcI/AAAAAAAAAFY/NJewt4gw30A/s1600-h/Jerry+Bruckheimer+Films+editada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 242px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SvGXDQ_gtcI/AAAAAAAAAFY/NJewt4gw30A/s400/Jerry+Bruckheimer+Films+editada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400263510550689218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dia 4 de novembro. Gostaria de deixar registrado um pensamento. É pouco racional, mas me fez torcer as sobrancelhas, como se o sol de um deserto estivesse sobre minhas vistas. É pouco coerente, mas me fez trincar os dentes por um momento, olhando para o céu azul sustentado pelo horizonte além dos muros da minha casa. É um pensamento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;duro&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Até que ponto eu tenho liberdade e capacidade de lutar contra o que me cerca e o que me compõe? Essa capacidade existe em mim a partir do momento em que eu creio nela ou existe no mundo, inerente à todas as pessoas? Até onde eu controlo meu destino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dias ouvi um velho dizer o seguinte: "Você não pode impedir o que está por vir."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8591218645375768831?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8591218645375768831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8591218645375768831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8591218645375768831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8591218645375768831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/11/voce-nao-pode-impedir-o-que-esta-por.html' title='&quot;Você não pode impedir o que está por vir.&quot;'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SvGXDQ_gtcI/AAAAAAAAAFY/NJewt4gw30A/s72-c/Jerry+Bruckheimer+Films+editada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-5856104310811755466</id><published>2009-11-01T14:27:00.001-08:00</published><updated>2009-11-01T14:31:57.374-08:00</updated><title type='text'>Rio de Janeiro no Tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Su4L9p10hSI/AAAAAAAAAFQ/LjbUQZ9RUp4/s1600-h/brazil_Rio-de%2B-janeiro_travel_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Su4L9p10hSI/AAAAAAAAAFQ/LjbUQZ9RUp4/s400/brazil_Rio-de%2B-janeiro_travel_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399266157095322914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava fazendo uma leitura relativa à minha vida acadêmica, deitado na cama, bem relaxado. Lia o livro do Malerba, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"A Corte no Exílio"&lt;/span&gt;, e me espantei com a permanência de certas características da cidade. Problemas semelhantes, soluções semelhantes. Pelo menos para mim, observador dos dois mil. A cidade da Guanabara do início do século XIX é descrita como um lugar contraditório e caótico. Se por um lado temos uma cidade que tenta se europeizar à todo o custa, graças à presença da família real portuguesa, também temos uma cidade cheia de pretos e mestiços, vivendo ao seu modo, com suas capoeiragens, correrias, danças e músicas. Aos viajantes tudo era extremamente exótico. Gente de várias cores distribuída pelas ruas barulhentas. Brigas de capoeira, arruaças, lixo pela rua, gritarias, confusões, polícia correndo de um lado para o outro. Nas águas da baía, velas brancas desfraldadas enfeitavam o horizonte. No fundo da cena, uma belíssima cordilheira de montanhas. E as contradições reinando lá embaixo, entre as ruas da cidade maravilhosa. Caos e Ordem.&lt;br /&gt;Me pareceu tudo muito familiar - guardadas as devidas peculiaridades e proporções. Hoje em dia vivemos num Rio de Janeiro que se mostra repleto de faustos, cidade da Copa, das Olimpiadas! Suas praias exalam beleza e calor, suas ruas pulsam na vida noturna e em tuas galerias corre a arte e a cultura. O mundo todo te olha como umbigo cultural latino-americano. No entanto, ainda moram em tuas ruas miseráveis, crianças sem lar. Ainda há lixo, bagunças e correrias, com a guarda municipal a correr atrás de pivetes e camelôs. É o choque de ordem. Teu povo ainda se vê refém do medo, não mais como no século XVIII, ameaçado pelas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;invasões francesas&lt;/span&gt; - e olha ai 2009, o ano da França no Brasil - mas sim da violência que ronda em tuas ruas. A tua baía, antes clara e povoada de golfinhos, hoje é escura, suja.&lt;br /&gt;No entanto, não adianta, a tua vista ainda espanta os olhos dos viajantes, transeuntes e qualquer um que pare para te admirar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-5856104310811755466?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/5856104310811755466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=5856104310811755466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5856104310811755466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5856104310811755466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/11/rio-de-janeiro-no-tempo.html' title='Rio de Janeiro no Tempo'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Su4L9p10hSI/AAAAAAAAAFQ/LjbUQZ9RUp4/s72-c/brazil_Rio-de%2B-janeiro_travel_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-2153441277100738630</id><published>2009-10-15T13:48:00.001-07:00</published><updated>2009-10-15T14:51:39.751-07:00</updated><title type='text'>Um dia da Educação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SteZNtpu0SI/AAAAAAAAAEo/ICnkgOGc8lQ/s1600-h/escola_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 288px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SteZNtpu0SI/AAAAAAAAAEo/ICnkgOGc8lQ/s400/escola_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392947539671437602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não há nada para comemorar hoje, dentro do que eu entendo como vitória. Nossa educação é uma derrota, frente ao que poderia e deveria ser. Somos uma nação que trata com descaso os seus pequenos e jovens. Escolas destruídas, sem comida para merenda, sem livros, com professores mal remunerados - esse é o retrato do futuro do Brasil. Porque o futuro é construído exatamente ali, dentro das salas de aula. Deixando tudo ao abandono, como fazemos hoje em dia - sim, como fazemos, pois todos somos responsáveis por isso e não apenas os nossos governantes - estamos enlameando o caminho pelo qual passaremos nos próximos anos. Estamos trocando crianças e jovens bem-alimentados e educados por menores abandonados e deliquentes juvenis. A sociedade tem que por a mão na consciência e prestar bem atenção no que está fazendo. Não só o voto, mas a cobrança também é ferramenta para a participação na política.&lt;br /&gt;Eduardo Paes, esse que habita o gabinete de nossa prefeitura, inaugurou a primeira das unidades de um projeto chamado EDI(Espaço de Desenvolvimento Infantil). Consiste, basicamente numa creche integrada à pré-escola, com assistência às crianças, como alimentação e saúde. Sinceramente, é a mesma história que se repete à cada mandato diferente: um eleito vem e destrói o projeto do outro, não dando continuidade ao que já estava sendo feito. É como se quisessem aparecer e brandir um artefato mágico na frente do povo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Achei! Eureka!&lt;/span&gt; Foi nesse espírito que se encerrou o projeto de educação integral nas comunidades carentes, pensado por Darcy Ribeiro há décadas atrás.&lt;br /&gt;Por outro lado, acho que um dia bonito como esse, 15 de outubro - tão pertinho do dia das crianças - deveria ser dedicado não apenas aos professores mas à todos os que trabalham para a construção de cidadãos conscientes: as secretárias, pedagogas, merendeiras, serventes, porteiros, todos os que trabalham na escola. Por que não, em vez de um dia do professor, um dia da Educação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-2153441277100738630?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/2153441277100738630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=2153441277100738630&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2153441277100738630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2153441277100738630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/10/um-dia-da-educacao.html' title='Um dia da Educação'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SteZNtpu0SI/AAAAAAAAAEo/ICnkgOGc8lQ/s72-c/escola_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8776264757175224168</id><published>2009-10-12T23:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T23:48:51.026-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Estrada para Saquarema</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/StQimIjipTI/AAAAAAAAAEg/x-KAQDeECBA/s1600-h/RJ+116+regi%C3%A3o+dos+lagos+saquarema.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/StQimIjipTI/AAAAAAAAAEg/x-KAQDeECBA/s400/RJ+116+regi%C3%A3o+dos+lagos+saquarema.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391972692396254514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas não concordam com a minha opinião quando a exponho. Passo por chato, moralista ou conservador. Na verdade, sinto-me censurado pelos pertencentes à geração atual, como os amigos da minha filha, quando os recebo na minha casa nas férias de verão&lt;br /&gt;Tenho cinquenta anos e há vinte e cinco estou na polícia. Felizmente, estou há vinte e três anos trabalhando aqui, na polícia de Saquarema. Meu pai foi policial, e ainda estava  na ativa quando eu entrei para a corporação, e assim continuou por mais uns cinco anos. Um velho amigo de infãncia também tornou-se policial na mesma época que eu. Quando começamos a servir à justiça – assim se descrevia o nosso trabalho – nos orgulhávamos bastante do que faziamos. Ser policial naquele tempo era algo realmente importante. Seus vizinhos te respeitavam, os comerciantes eram mais gentis, sua presença transmitia segurança à todos. Até os  caras que vinham pedir para namorar com a sua filha o faziam com coração na boca. &lt;br /&gt;Hoje em dia não é mais assim. Não se fala mais “sim, senhor” ou “sim, senhora”. Parece que agora são novos tempos.&lt;br /&gt;Há dois meses atrás – estamos em março – a cidade estava ficando cheia de turistas. É o que se chama alta temporada. Jovens, casais, crianças, velhos, todo tipo de pessoa vem pra cá, seja para uma pousada ou para uma casa de veraneio. As estradas não estavam bem congestionadas, mas havia mais carros na auto-estrada que liga Niterói à Saquarema pela serra do que em toda a pequena Maricá. &lt;br /&gt;Jesus Cristo, como há trabalho nessa época para os policiais.&lt;br /&gt;Eu estava no banco do carona e o Santos estava na direção da patamo. Era uma velha Caravan 77. Um calhambeque, para falar a verdade. Não sei como o comando geral não tem vergonha de nos deixar andar com essas latas-velhas. A direção estava dura e Santos sempre soltava um protesto na hora que a caixa de marchas cismava de arranhar. Fazia um frio dos diabos, por mais que estivéssemos em pleno verão, e eu estava bem agasalhado, com um casaco comprido e felpudo.&lt;br /&gt;Recebemos um rádio nos avisando de um briga numa cantina no alto da serra. Parecia que as coisas não estavam nada bem lá e a discussão havia terminado em bala, com dois mortos no final. O atirador fugiu pela mata. Parece até mentira, mas é verdade. Ele pulou uma cerca e embrenhou-se. Quando chegamos lá e vimos os defuntos, me deu até pena. Uma moça muito bonita, de cabelos dourados e olhos azuis e um rapaz novo também, estirados na calçada da lanchonete. Demoramos uns dez minutos para chegar até lá – por sorte estávamos perto, pelas alturas de Inoã – tempo o suficiente para o sujeito adentrar algumas centenas de metros pela mata fechada. O velho Hoffmann – um entre as dúzias de imigrantes europeus que tinham alguma espécie de negócio gastronômico na beira da estrada – garantiu-me que o criminoso não deveria ter ido longe, porque a serra era muito inclinada e apenas por uma trilha era possível chegar à algum lugar decente.&lt;br /&gt;Mandei Santos ficar de olho na estrada enquanto eu ia dar uma olhada na mata. Com a lanterna que havia dentro do carro, peguei o começo do rastro do sujeito e tentei segui-lo como pude. Um tanto difícil, para não dizer impossível. Estava muito escuro e molhado pelo orvalho. Tomei o cuidado de manter a luz afastada do meu corpo, um pouco no alto, para não denunciar minha posição e facilitar um tiro.&lt;br /&gt;Eu tinha um palpite sobre quem era o fugitivo. A descrição feita pelo dono da lanchonete colaborava para meus pensamentos de desconfiança. Um sujeito “moreno, de cabelos escorridos e com uma cicatriz na testa” me fez pensar logo no filho do Limeirinha. O rapaz era apenas o desfecho de uma tragédia maior. Jesus, vou ter que contar a droga da história toda.&lt;br /&gt;Faz mais ou menos dez anos que eu recebi uma chamada no rádio solicitando a minha presença na pequena Jaconé. Curiosamente fazia o mesmo frio desgraçado que fez na ocasião do crime na lanchonete. Tratava-se, igualmente, de uma briga, só que dessa não num estabelecimento de beira de estrada, com aparência limpa e clientela composta pela classe média veranista. Tudo aconteceu numa birosca dessas que são construídas atreladas a casa das pessoas. Apenas um ponto para vender cerveja e cachaça. Quando cheguei lá, através de uma estradinha de terra, deparei-me com o Limeirinha segurando uma faca toda ensanguentada, sentado no balcão da birosca, bebendo uma dose de cachaça. É por isso que odeio essas biroscas. São como pequenos inferninhos propagadores de tragédias e miséria. Prostituição, bebedeira, traição, ruindade, tudo tinha seu espaço reservado nesses lugares. Se alguém abre uma droga de botequim em uma vila de pescadores miseráveis, o pouco dinheiro daquele povo vai escoar pelo ralo, levado pelo alcool. Óbvio. A faca na mão do Limeirinha pingava sangue no chão de terra batida, formando uma pequena poça. Mandei que ele largasse a faca e lhe dei voz de prisão. Ele estava com a cara cheia de cana e me olhou com os olhos vermelhos, com ar de deboche – ou de bêbado mesmo, não sei dizer. Chamei-o cerca de três vezes, quando finalmente decidi agir fisicamente. Ele tentou me acertar  com a faca, mas estava tão embriagado que cambaleou e foi para o outro lado. Nesse momento surgiu outro homem com um grande corte no braço e com um revolver na outra mão e atirou em minha direção, mas acertou o pobre diabo do Limeirinha. Eu atirei no homem e ele voou um bocado de distância com o impacto da minha arma. Logo começaram a aparecer os moradores da vila, e os homens que haviam assistido à cena de longe vinham me fazer perguntas. Tratei de dispensar todos para suas casas e chamar outra viatura pelo rádio. Maldito dia para meu parceiro ficar doente e me deixar sozinho.&lt;br /&gt;Após a morte do Limeirinha, a vida de sua família foi por água abaixo. Sua mulher começou a trabalhar como empregada na casa de uns ricaços que moravam em Saquarema; mas não durou muito e acabou morrendo, de velhice misturada com doença. Os filhos – eram cinco – foram de mal a pior. Os que não trabalhavam tiveram que largar a escola e passar a pegar no batente. Uma das meninas tratou de arrumar logo um marido que a sustentasse, mas tudo na pressa sabe, dava pra notar que era mais por necessidade que por um movimento natural das coisas ali naquele lugar. A outra mudou-se para Niterói e, por Deus, o Santos disse que um amigo lhe contou tê-la visto num prostíbulo desses perto da zona portuária. Um dos meninos resolveu fugir de casa, depois de um tempo. Ele tinha seis anos na época e eu não consigo imaginar onde que uma criança com essa idade vai conseguir se enfiar. Eu sinceramente não consigo pensar em qual tenha sido o destino dele, mas toda vez que vou visitar minha filha no Rio de Janeiro e passo pelo Centro da cidade, imagino que ele esteja no meio daquele bando de pivetes que ficam ali pelo entorno da Candelária e nas ruas em volta. O outro trabalha num mercadinho e virou obreiro de uma pequena igreja pentecostal que abriu por ali, na beira da estrada. Pelo menos está ganhando dinheiro aos domingos. O último vivia de bicos, por aí. As vezes encontrava-o trabalhando em alguma companhia de mudanças, carregando sofás, outras vezes encontrava-o vendendo cerveja no carnaval da Região dos Lagos. Até que há uns três anos atrás eu fiquei sabendo que outros policias acharam-no morto, boiando na lagoa. Uma família de turistas que estava pescando por ali o encontrou, com peixes mordendo sua carne. Irônico: alguém que cresceu comendo peixe morrer e acabar dessa maneira. &lt;br /&gt;Soube que nos últimos dois anos o que trabalhava no mercadinho e era obreiro da igreja largou o emprego e a religião e estava se envolvendo com drogas. Não sei dizer a que ponto, se apenas para consumo ou se estava vendendo, traficando. Eu acho que ele também vendia. Um sujeito desesperado e pobre e com um histórico de vida como o dele está suscetível a se meter com drogas. Deus, onde as coisas estavam indo parar.&lt;br /&gt;Era exatamente ele que eu tinha em mente agora. Tinha parado de andar na mata e estava perto de um grande tronco de árvore, dando uma boa olhada na clareira que havia à minha frente e atrás da grande lanchonete de beira de estrada. Santos estava com o carro lá na frente, podia ver as lanternas traseiras a uns quinhentos metros de distância.&lt;br /&gt;Ouvi um tiro, depois outro. Sai correndo, quase tropeçando diversas vezes, em direção ao carro. O chapéu caiu da minha cabeça enquanto batia em disparada na direção da patamo. Quando cheguei lá, esbaforido, vi a vidraça lateral do carro rachada e o braço do Santos ferido. Aproximei-me, aflito para saber se ele estava bem, mas ele me acalmou, dizendo que havia sido apenas de raspão. Caído em cima de uma pedra eu via o sujeito responsável, pelos dois mortos lá na lanchonete. Quando cheguei perto, seu rosto foi brevemente iluminado pela ambulância que passou por trás de nós em direção à lanchonete, para atender, tardiamente, o casal de vítimas. &lt;br /&gt;Acertei. Era o último da família do Limeirinha. Não sabia porque estava ali, assaltando – nem porque tinha sido tão burro de fazê-lo num lugar movimentado como aquela lanchonete. Ele era mais um que morria sem que soubesse exatamente a causa e certamente o boletim de ocorrência seria esquecido depois de um tempo. Não havia o que fazer e, sinceramente, quem gastaria seu tempo investigando o histórico de um pobre diabo como aquele, sem nenhuma posse? São tempos conturbados esses, onde as coisas estão indo parar em lugares os quais não se sabe dar nem ao menos a descrição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8776264757175224168?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8776264757175224168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8776264757175224168&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8776264757175224168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8776264757175224168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/10/estrada-para-saquarema.html' title='Estrada para Saquarema'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/StQimIjipTI/AAAAAAAAAEg/x-KAQDeECBA/s72-c/RJ+116+regi%C3%A3o+dos+lagos+saquarema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8916196535841263721</id><published>2009-10-06T19:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T20:12:35.732-07:00</updated><title type='text'>Carregando Baldes</title><content type='html'>A rua transborda violência gratuita. As pessoas estão cada vez mais brutas e ignorantes. Não sei se isso é um dado apenas da minha realidade ou é algo mais universal, mas sei que isso me pôs para pensar um pouco. Ao receber um mal tratamento, minha primeira atitude, penso eu, seria retrucar na mesma moeda. Olho por olho, dente por dente. Aqui se fez, aqui se paga. Quase que no automático, talvez fazendo umas ponderações de sobrevivência, como saber se o indíviduo que comigo troca injúrias está armado. Afinal, moro no Rio de Janeiro, tenho que levar sempre o fator violência em consideração.&lt;br /&gt;No entanto, usando esta cabeça com a qual nasci, cheguei a umas conclusões, que estão longe de serem universais. Só pequenas afirmações nas quais minha mente sentiu segurança de caminhar.&lt;br /&gt;Não vale a pena gastar energias com a agressão do outro. Nem mesmo a verbal. Não levará a lugar algum, apenas a mais ódio, ódio e ódio. É melhor gastar toda a energia da juventude em obras de amor e respeito ao próximo. Toda aquela adrenalina que irriga e alaga os músculos nas horas de fúria seria melhor aproveitada se convertida em força de vontade para tocar a vida e o mundo para frente, defendendo-se da maldade, presente até mesmo no ar que nos cerca.&lt;br /&gt;É preciso ter muita força, sabedoria e vontade para não sucumbir às &lt;span style="font-style:italic;"&gt;facilidades&lt;/span&gt;do mundo. Dar vazão à agressão, imoralidade, transgressão e egoísmo é tão fácil como abrir uma torneira e deixar a água correr. Carregar cuidadosamente baldes de água para regar as boas sementes, as que valem a pena, é um esforço que nem todos estão dispostos a fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8916196535841263721?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8916196535841263721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8916196535841263721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8916196535841263721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8916196535841263721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/10/carregando-baldes.html' title='Carregando Baldes'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-424825055850258400</id><published>2009-10-04T18:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T18:52:25.448-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Por que poesia?</title><content type='html'>Na minha última postagem, lancei mão de uma maneira diferente de redação. Como os senhores bem devem ter visto, eu postei uma poesia. Coisa bem rara aqui neste sítio, pois sou mais afeito á publicar prosas do que poesias. Não tenho problemas com o estilo, pelo contrário, sou admirador de muitos poetas. Apenas não me sinto muito à vontade de publicizar assim meus versos. Mas quem sabe isso muda com o tempo, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia. Tem razão de ser? De existir? Ela simplesmente transborda de meus dedos quando sinto a necessidade. Trepida sob a ponta da caneta, batendo incessantemente sobre o papel, rasgando-lhe a pele e deixando, caprichosamente, a sua voz. A poesia liberta um tipo de voz que fica sufocada no peito, afogada na razão e no desencanto do dia-a-dia. No caos de seus versos, tão dispersos na linguagem que permitem um milhão de interpretações diferentes, habita uma razão que só tem lógica nos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-424825055850258400?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/424825055850258400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=424825055850258400&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/424825055850258400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/424825055850258400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/10/por-que-poesia.html' title='Por que poesia?'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8889583468179809307</id><published>2009-09-30T09:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-04T17:41:43.157-08:00</updated><title type='text'>Descobrimento</title><content type='html'>Atirei uma flecha em direção à casa do Sol.&lt;br /&gt;Corri nos escuros caminhos das florestas.&lt;br /&gt;Desci as trilhas profundas dos vales sem luz.&lt;br /&gt;Meu corpo fez-se uno com a terra,&lt;br /&gt;minha pele tornou-se uma casca&lt;br /&gt;das mais ancestrais árvores,&lt;br /&gt;meu coração bateu uma vez por século&lt;br /&gt;calado, fixo em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresceram pequenas plantas,&lt;br /&gt;animais fugidios passaram ao redor&lt;br /&gt;e a chuva perfumou meu tronco.&lt;br /&gt;Em meus ouvidos apenas chegavam&lt;br /&gt;os sons longinquos&lt;br /&gt;de pedras existindo, os morros enevoando,&lt;br /&gt;a morte esperando paciente e benévola&lt;br /&gt;a queda de cada um&lt;br /&gt;e a vida amando e crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse silêncio harmônico vivi,&lt;br /&gt;imerso na memória fluída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, com o cair da tarde mais pesada,&lt;br /&gt;explodi dentro de mim mesmo.&lt;br /&gt;A madeira incinerou-se e partiu,&lt;br /&gt;e eu nasci um titã de cobre.&lt;br /&gt;Irrompi pelos céus,&lt;br /&gt;corri pelo relâmpago azul.&lt;br /&gt;Morei nas montanhas&lt;br /&gt;de cumes verdes&lt;br /&gt;onde eu sou rei de mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8889583468179809307?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8889583468179809307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8889583468179809307&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8889583468179809307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8889583468179809307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/09/descobrimento.html' title='Descobrimento'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-6197559106897672026</id><published>2009-09-14T19:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T20:02:55.591-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Não sei o que dizer do mundo.</title><content type='html'>Sabe, estou ficando cada vez mais enfastiado desse mundo de aparências. Cansado de só ouvir palavras esguias, olhares desprendidos e gestos duplos. Não sinto firmeza numa única pedra do caminho que me apontam. Tudo é odio e competição. Desconfiam de você sem ao menos te conhecerem, por acharem que você é alguma espécie de perigo a uma "ordem pré-estabelecida". Isso faz sentido em algum lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais a boa medida para pesar as coisas como se costuma hoje em dia.&lt;br /&gt;Estou ficando muito ultrapassado.&lt;br /&gt;Minhas palavras já não são as melhores.&lt;br /&gt;Não tenho mais bons ouvidos para entender o que falam por aí.&lt;br /&gt;Meus olhos insistem em enxergar de maneira ruim o que todos acham normal.&lt;br /&gt;Isso deve ser o que chamam de velhice, de fim.&lt;br /&gt;Vejo o tempo escorrer de minhas veias e deixar um rastro vazio, como um riscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha volta já não há mais nada,&lt;br /&gt;nem ninguém,&lt;br /&gt;apenas o escuro e o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-6197559106897672026?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/6197559106897672026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=6197559106897672026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6197559106897672026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6197559106897672026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/09/nao-sei-o-que-dizer-do-mundo.html' title='Não sei o que dizer do mundo.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8386145439933567601</id><published>2009-09-07T21:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T21:26:20.387-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>O Sul</title><content type='html'>Está aí um assunto que nunca abordei neste blogue. Algo que os que vivem comigo, no cotidiano, se não entendem, pelo menos reconhecem o que estou falando. No entanto, acho que é escrevendo que eu vou dar uma explicação melhor para a minha fixação pelo que é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;austral&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ah, sim, este ponto cardeal...Ele está nos meus objetos de estudo - se não diretamente, pelo menos tangenciando - nas minhas vibrações, no meu time de futebol, na minha poesia, nos meus delírios, no meu sangue. Algumas vezes ele é um estado de espírito, no qual me encontro, perdido dentro dos meus pensamentos, indo para muito longe do corre-corre dos ônibus, das filas do almoço e da burocracia da biblioteca da minha universidade. Vou para a beira de fogueiras, lagoas, névoas, boa gente e dignidade, sorrisos, cheiro de mate e maresia platina pelos ares. Então eu derreto em alegria.&lt;br /&gt;Outras vezes é um claro posicionamento frente às contingências do mundo. É quando me revoltou e me nego a ceder - mesmo falhando nisso muitas vezes - aos maus-hábitos que essa nossa querida metrópole-maravilhosa gerou: falta de educação, de gentileza, de boa vontade, falta de respeito ao próximo, ódio desmedido, desumanização. Questiono as referências que temos para o certo e o errado, o que é o senso comum, o que dever ser feito. Eu repenso as questões e vejo que não preciso encontrar um Norte. Foi atrás de um norte que tudo acabou desse jeito tresloucado que o mundo anda. Eu quero é achar um Sul para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8386145439933567601?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8386145439933567601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8386145439933567601&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8386145439933567601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8386145439933567601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/09/o-sul.html' title='O Sul'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3562842666726268027</id><published>2009-08-18T21:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T22:16:18.106-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>O Banco da Praça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/09/225_1722-pra%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/09/225_1722-pra%C3%A7a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava sentado na praça Saens Peña, na Tijuca. Pela minha frente perfilavam-se todos os tipos – que pelo menos eu conhecia – da variedade humana carioca. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Trabalhadores, estudantes, vagabundos e aposentados. Pretos, brancos, vermelhos e pardos. Homens e mulheres. A tarde já era adiantada e logo iria anoitecer. O ronco do trânsito na Conde de Bonfim aumentava conforme o número de veículos naquela via crescia. Enquanto a cidade corria frenética em direção ao fim de mais um dia, eu tinha escolhido sentar-me naquela praça para ficar um pouco à toa, observando a própria urbe em sua louca doença, cujos surtos sintomáticos eram sentidos pontualmente às sete da manhã, ao meio-dia e às seis e meia da noite. Sim, era o horário do rush.&lt;br /&gt;Do outro lado daquele simpático lago localizado no meio da praça, eu via uma cena curiosa. Em certo banco, estavam sentadas duas senhoras, com cara de mãe e filha. Pareciam estar conversando sobre coisas amenas, tanto pela leveza dos gestos da mais nova, que transmitiam calma e paciência, quanto pelas palavras ditas vagarosa e ponderadamente pela mais velha. Era uma conversa de mestre e aprendiz. No entanto, apesar das duas estarem parecendo desfrutar de uma comodidade quase doméstica, era possível notar o claro estorvo que sentiam por um rapaz, que maleducadamente apoiava seu pé em cima do assento do banco. Largava-se numa liberdade de movimentos que o permitia, sem consideração alguma com normas e regras de conduta, sentar-se nas costas do banco. Eu mesmo senti-me incomodado com aquela situação.&lt;br /&gt;Mas eis que surge, metido em sua farda bege, com o cacetete na cintura, o guarda municipal. Definitivamente, o que transmitia alguma imponência em sua figura era a farda e a arma branca que portava, pois tratava-se de um homem muito magro, com os traços do rosto bem ossudos. A boina e os óculos escuros escondiam os cabelos brancos e os olhos perturbados pela poeira do trânsito e pela luz do sol de todo o dia. Ele, com os braços cruzados atrás de si, abordou o cidadão. Com educação, porém sem perder a postura de autoridade pública, pediu ao rapaz que retirasse o pé do assento. O jovem ainda teve a ousadia de ponderar – ato que irritou profundamente o guarda, que pediu mais uma vez, sendo esta a última. Eu era capaz de ver os vapores da raiva saindo do pescoço daquele homem, que embora com vontade de baixar a porrada no indivíduo, ainda se prendia a atitudes protocolares, que norteavam seu comportamento de representante da ordem. Quando finalmente a situação se normalizou, o guarda pediu desculpa às senhoras e virou as costas. Tomou o rumo da feirinha que se ficava numa das bordas da praça. O rapaz olhava de canto de olho para o movimento do guarda. Sentia-se incomodado por ter que obedecer a alguém que nunca havia visto na vida. Pulsava dentro de sua cabeça uma vontade de desobedecer e fazer o que bem entender. &lt;br /&gt;Observei essa cena com muita curiosidade e satisfação. Sentia-me como se estivesse num camarote, assistindo o espetáculo cotidiano bem de perto.&lt;br /&gt;O guarda parou em frente a uma barraca, onde uma mulher vendia seus artesanatos. Eram essas caixinhas enfeitadas, com todos os detalhes necessários para você guardar qualquer coisa. O senhor representante do Estado conversava, sorridente, com a vendedora. Notava naquela conversa um quê de flerte. Da parte dos dois. O guarda soltava sorrisos e gargalhadas e estava de braços cruzados, como que para exibir algum físico ou rigidez masculina. A mulher sorria também e jogava os cabelos para lá e para cá. Era bonita sim, hei de concordar com o gosto do tal guardinha.&lt;br /&gt;As amareladas luzes dos postes já estavam acesas. O chafariz do lago tinha parado de jorrar água. Via-se mais e mais pessoas cruzando a praça. A escadaria da estação de metrô engolia e vomitava gente, como se fosse um monstro esfomeado.&lt;br /&gt;No banco da praça, as senhoras já não conversavam. A mais nova agora mexia na bolsa (com cuidado, por causa dos ladrões). O rapaz estava sentado nas costas do banco e já preparava-se a um tempo para voltar a apoiar os pés no assento. Estava esperando o guarda sumir de vista. Assim o fez. As duas senhoras repetiram a cara de desgosto. Ele parecia estar satisfetio por estar incomodando. &lt;br /&gt;De algum lugar surge então um grito. Eu não me lembro de onde ele surgiu, mas sei que quando apareceu, o jovem caiu no chão com o susto. Era um negão de quase dois metros de altura, com a farda da guarda municipal e cacetete na mão, de maneira semelhante ao seu companheiro de corporação, que tinha chegado aos berros na orelha do infeliz. Deu pra ver os olhos injetados do guarda de onde eu estava! Ao longe, veio o primeiro guarda, correndo, deixando a sua enaltecida artesã de lado e indo conferir a confusão armada pelo seu colega. Estatelei-me com aquela cena. Tinha muita vontade de rir, mas estava perplexo com a face de desespero que tomou a fisionomia do rapaz, que tentava se explicar desesperadamente. Eu conseguia ouvir algumas das palavras do segundo guarda, que eram claramente de censura à atitude do transgressor. Provavelmente quando o primeiro guarda chegou novamente ao banco, ele deve ter dito que já o advertira uma vez. Dava pra deduzir isso das palavras soltas que chegavam à mim, atravessando a distância. O jovem num instante se recompôs e tomou o seu rumo, indo embora daquele lugar. O segundo guarda dirigiu palavras de desculpa e conforto às duas senhoras que estavam sentadas no banco. Mas via-se que elas estavam satisfeitas com o desfecho da situação.&lt;br /&gt;Meu telefone celular tocou. Atendi mas demorei a descolar minha atenção e minha mente da situação que assistira. Desviei completamente os olhos e tomei o caminho do ponto de ônibus, dando melhor atenção à quem me ligou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3562842666726268027?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3562842666726268027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3562842666726268027&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3562842666726268027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3562842666726268027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/08/o-banco-da-praca.html' title='O Banco da Praça'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3092268221658524330</id><published>2009-08-12T16:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T17:23:47.267-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rugbi'/><title type='text'>Rugbi para nosotros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SoNcynLEw_I/AAAAAAAAAEY/7y85zzkZvGc/s1600-h/OgAAAKa3hEy4UpfbS4Ef1akephqvO6V3wuxupXnBE2xEdb0e5LsbRJYbV1u62F9bgie8dBsAR3ijSEYCSMZKYoFLtJ4Am1T1UMGr_Sq3GylQ_yKYD49KE5H6SV9q.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 155px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SoNcynLEw_I/AAAAAAAAAEY/7y85zzkZvGc/s320/OgAAAKa3hEy4UpfbS4Ef1akephqvO6V3wuxupXnBE2xEdb0e5LsbRJYbV1u62F9bgie8dBsAR3ijSEYCSMZKYoFLtJ4Am1T1UMGr_Sq3GylQ_yKYD49KE5H6SV9q.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369237205334410226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de correr desvairadamente com uma bola de rugbi embaixo dos braços. Também sinto falta da trombada que volta e meia substitui a corrida. No rugbi é assim: tudo está indo bem, você impulsiona suas pernas com vigor e explode, traçando uma linha mais ou menos reta em direção fundo de campo adversário. No entanto, a sensação de poder por vezes dura pouco, sendo interrompida pela ação do jogador do outro time, que avança impetuosamente em sua direção, num &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tackle&lt;/span&gt; dinamitante. E assim o jogo se extende por oitenta minutos, numa espécie de batalha campal, onde a inteligência, o esforço e o trabalho em grupo são o caminho para a vitória.&lt;br /&gt;Penso que rugbi é um desporto democrático. Afirmo isso pelo fato de, na minha curta experiência em partidas e treinos - ainda que estes tenham sido amadoríssimas - vejo que há espaço para todos os tipos. Obviamente, os fortes tem sua vaga garantida no time, esmagando a defesa adversária com primor e brutalidade. Chegam a ser emocionantes os lances em que vejo dois, três, quatro pessoas tentar para o Bruno, um companheiro meu de jogo que tem pra mais de 120 quilos e 1,90 de altura. Os adversários vão ficando como ancoras, riscando o barro de nosso campinho, enquanto ele vai dando largas e pesadas passadas em direção ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;try&lt;/span&gt;(ensaio), ganhando pontos para o seu time. Mas há espaço para os pequenos e fracos também. Quando há muros de jogadores adversários no caminho para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;try&lt;/span&gt;, umas boas firulas, misturadas com as escorregadas entre os braços e ombros dos defensores, fazem dos menos providos de músculos(e abençoados com agilidade) uma peça fundamental em diversos momentos da partida. Do pequeno ao grande, do fraco ao forte, seja qual for seu biótipo, há um espaço para você no rugbi. São 15 posições dentro do time...em alguma você se encaixa! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Mas treinador! Eu não sei fazer nada!" "Corre, simplesmente corre como se o caveirão estivesse atrás de você!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas as particularidades que esse desporto pode ter, uma foi responsável por todos os investimentos que fiz até hoje nele. É o fato de não me sentinr jogando sozinho, marcando um ponto sozinho. Por trás de cada try, doído, ralado, contundido, há o esforço de um time inteiro, que lutou para que você estivesse ali, com o caminho aberto para a vitória. E mesmo que você não ganhe, o rugbi tem muito mais a ensinar do que apenas a sede pela vitória. O companheirismo e a diversão devem ser sempre o objetivo maior. No fim das contas, os dois times devem ir de encontro a um belo terceiro tempo de comemoração e amizade! Tudo bem regado à cerveja (ou refrigerante, para os que não bebem)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3092268221658524330?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3092268221658524330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3092268221658524330&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3092268221658524330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3092268221658524330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/08/rugbi-para-nosotros.html' title='Rugbi para nosotros'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SoNcynLEw_I/AAAAAAAAAEY/7y85zzkZvGc/s72-c/OgAAAKa3hEy4UpfbS4Ef1akephqvO6V3wuxupXnBE2xEdb0e5LsbRJYbV1u62F9bgie8dBsAR3ijSEYCSMZKYoFLtJ4Am1T1UMGr_Sq3GylQ_yKYD49KE5H6SV9q.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3812750488802739935</id><published>2009-08-09T11:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T12:04:33.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Correr menos e viver mais.</title><content type='html'>Atualmente somos instruídos, desde bem pequenos, a não viver e sim guerrear. Não podemos tirar notas baixas, não podemos ficar satisfeitos com o segundo lugar no pódio, que dirá sermos solidários e gentis no trânsito. Precisamos chegar sempre no topo de tudo que a sociedade nos mostra como grandioso. Criaram uma coisa chamada sucesso. Até na hora de flertarmos com aquela pessoa interessante caímos nesse emaranhado de disputas.&lt;br /&gt;Isso é normal? Faz parte de nós? O ser humano, assim como todos os outros viventes, está sob a lei da selva? Aliás, existe lei da selva ou isso é só mais uma invenção dessa filosofia da competição que está em nosso imaginário?&lt;br /&gt;Eu não posso afirmar nada, até porque minha análise foi um tanto simplista. Podem - e devem certamente - haver pessoas que não se encaixam nisso, seja porque já viveram demais e cansaram-se da correria da vida, seja porque estão ainda mergulhados nos inocentes e ingênuos anos da infância ou, na mais estranha das hipóteses, porque são pessoas bem parecidas conosco, mas que no entanto refocilam na infeliz ignorância (ou experimentada sapiência) de não dar a mínima para nada disso. Simplesmente não se preocupam. Encontram a paz de todos os seus dias no café com leite e nas torradas com manteiga derretida que tomam pela manhã, com a maior calma e tranquilidade. &lt;br /&gt;Espero que algum dia eu encontre uma dessas pessoas e que ela possa dizer para mim, de maneira segura, como que confirmando meus pensamentos, que não há motivo para levar uma vida cheia de atribulações, de correrias, cafés à meia noite, dores de cabeça, competição desmedida, ódio, egoísmo. Competir menos e viver mais. Tomar consciência de que, mais importante que qualquer coisa é entregar-se aquilo que é essencialmente ligado à vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3812750488802739935?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3812750488802739935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3812750488802739935&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3812750488802739935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3812750488802739935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/08/correr-menos-e-viver-mais.html' title='Correr menos e viver mais.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-6731789537955549777</id><published>2009-08-05T22:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T22:47:15.731-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão liberdade'/><title type='text'>Sensação de Liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnpuWK02zpI/AAAAAAAAAEQ/p6_oVbsKfYA/s1600-h/bird+sky.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnpuWK02zpI/AAAAAAAAAEQ/p6_oVbsKfYA/s320/bird+sky.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366723233107594898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isto não é só uma postagem perdida no meio da madrugada. É uma tardia descrição de uma onomatopéia. Os últimos tempos - e aqui usarei novamente uma construção linguística feita por este que vos escreve há muitas postagens atrás, que deixa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"tempos" &lt;/span&gt;em aberto para que todos sintam-se tocados - tem tido o privilégio de receberem a etiqueta de época de rompimento. De limites, especificamente. As linhas, traçados, demarcações e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fronteiras&lt;/span&gt; lentamente perdem sua característica tradicionalmente rígida e, como se fossem fumaça, adquirem um aspecto mais maleável, ou pelo menos mais compreenssível. O que antes era encarado como limite agora é visto como impulso de liberdade. Liberdade que se desgarra do chão numa corrida cheia de vida e voa como um condor, para distâncias incalculáveis, para além de estradas e morros, serras e fronteiras. Voa para uma paisagem distante da minha razão e daquilo que eu tinha por certo.&lt;br /&gt;Finalmente, depois do aperto, as coisas fazem mais sentido. Agora as algemas invisíveis, cadeias singulares que prendiam-me ao chão que eu sempre pisei, desfizeram-se. &lt;br /&gt;É muito plausível que se pergunte a causa dessa quebra. Eu sinceramente gostaria de saber falar sobre isso, ainda que talvez falasse apenas para mim, no silêncio da noite, e nunca compartilhasse isso aqui. Mas a realidade é que eu não sei nem nomear tais acontecimentos. As palavras aqui mostram-se inúteis na transmissão de uma mensagem que apenas se entende vivendo-a. Ninguém compreende, só quem vive.&lt;br /&gt;E aconselho a quem puder que viva isso. Desprenda-se. Que seja possível um dia sentir que há uma casca quebrando-se à sua volta, grilhões sendo partidos, portões sendo destrancados, limites se desfazendo por todos os lados e que finalmente, num momento únicos em sua vida, vislumbre o céu azul e um campo limpo, livre e infindável que extende-se diante da vista. E que o único obstáculo que se erga frente a essa pessoa seja o cansaço que irá tomar suas pernas na longa corrida que o levará rumo ao horizonte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-6731789537955549777?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/6731789537955549777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=6731789537955549777&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6731789537955549777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/6731789537955549777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/08/sensacao-de-liberdade.html' title='Sensação de Liberdade'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnpuWK02zpI/AAAAAAAAAEQ/p6_oVbsKfYA/s72-c/bird+sky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3707532073328921479</id><published>2009-07-20T16:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T16:48:56.816-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Se essa rua fosse minha...</title><content type='html'>Fábio estava sentado na escadinha da entrada de sua casa desde as oito da manhã. Em pleno período de férias, o pequeno de oito anos tirou ânimo não se sabe de onde para acordar cedo e montar guarda ali, na frente das roseiras de seu quintal. Estava do mesmo jeito que tinha saído da cama: cabelo todo desgrenhado e pijama amassado. Os bigodes de leite ficavam por conta do copo que sua mãe lhe trouxe. Naquele lugar poderia ver a hora em que seu amigo iria aparecer no portão da casa em frente. Mas alguma coisa estava errada hoje, pois ele estava demorando muito. O Gabriel era um cara bem elétrico, de acordar cedo e ir pra calçada com a bola de futebol na mão, esperando as outras crianças aparecerem para correr todo mundo pro campinho de terra no fim da rua. Era também ótimo em convencer o Adílson, um ruivinho que morava no casarão da esquina, a levar todo mundo para a sua casa pra jogar aquele videogame que só ele tinha, de tão moderno que era. O Adílson tinha medo que fizessem bagunça na casa dele, derrubassem algum vaso, quebrassem alguma coisa. Tudo na casa dele era muito caro, se alguma coisa quebrasse, já era. &lt;br /&gt;Fábio então ouviu o claque da portaria do prédio ao lado da sua casa. Era um prediozinho verde, de quatro andares, muito bonitinho. Lá havia um pátio muito bom para brincar e volta e meia se festejava o aniversário de alguém ali. Apareceu a Martinha, uma das meninas que andava com todo o bando da rua. Fábio a viu, carregando sua bicicleta roxa com fitas no guidão, vindo do lado esquerdo da calçada. Ela era muito bonitinha, com uns cabelões pretos lisinhos, que sempre deixavam Fábio com um sorriso espremido entre as bochechas, bem discreto, de tanta alegria que ele sentia quando via a menina.&lt;br /&gt;- Quedê o Gabriel, Fabinho?&lt;br /&gt;- Num sei, ainda não saiu. Tô esperando ele desde cedo – enquanto falava, o menino levantou e abriu o portãozinho de sua casa. Sentou no meio fio do lado de Martinha e ficaram os dois lá, olhando para as janelas da casa do amigo ausente. Ambos estavam calados, já que não precisavam dizer nada para expressar sua chateação. Afinal, hoje era o dia que a turma tinha planejado cada hora, cada minuto. Jogariam queimado pela manhã, depois do almoço brincariam de banco imobiliário, depois um pouco de videogame na casa do Adílson e lá para as quatro da tarde não sabiam bem o que iriam fazer, mas tinham certeza de que todos estariam na rua, pelas calçadas e árvores, a pular e brincar. E apesar de todo esse planejamento, parece que alguma coisa já tinha começado errado.&lt;br /&gt;Pouco a pouco, conforme avançavam as horas da manhã começaram a aparecer as outras crianças da rua: o Joca, um negrinho  que morava para lá da esquina, em cima da padaria; Parafuso, o asmático que não sabia nadar e sempre arbitrava os jogos de bola da galera; a Juliana, uma loirinha muito amiga da Martinha, filha de um pessoal do sul que  tinha se mudado para a cidade há um ano atrás; o Pedro, um moleque encrenqueiro que só pensava em jogar futebol; o Márcio, um dos mais velhos e maiores, caladão e com um sorriso encantador. Este último era uma das crianças mais requisitadas no grupo. Quando dava briga, todo mundo corria para trás dele.&lt;br /&gt;Todo mundo sentado na calçada do Fábio esperando. O menino estava sentindo-se agoniado, sem controle nenhum do que fazia. Mexia as pernas, como se quisesse tomar uma atitude em relação aquilo tudo, para por fim na situação e finalmente trazer o moleque para fora. Seu coração estava disparado. Nem uma janela aberta, nem um barulhinho saía da casa do Gabriel. Impaciente, o garoto levantou e atravessou a rua. Deu um berro na frente do portãozinho.&lt;br /&gt; - Gabrieuooô! - assim mesmo, carregando bastante no “ô”.&lt;br /&gt;Chamou duas vezes. Martinha veio para o seu lado, para ver se alguém aparecia na janela. Então a mãe do Gabriel abriu a porta de frente e apareceu para as crianças. Ela estava com umas olheiras e muito pálida, como se não tivesse dormido. A gola e as mangas de seu pijama estavam molhados. Ela estava com uma cara muito triste, o que deixou as crianças um tanto quanto assustadas. &lt;br /&gt;- Crianças, o Gabriel morreu.&lt;br /&gt;Fábio só lembra de que tudo à sua volta escureceu e seu coração parecia estar dando cambalhotas de tanta dor. Era uma sensação horrível, que ele não queria ter sentido nem por uma maleta cheia de dinheiro. Não olhava mais para o rosto de nenhuma das outras crianças e nem ouvia claramente as vozes delas, todas se misturavam numa confusão só. Balbuciou inúmeras vezes o nome do amigo, enquanto seu coração parecia doer cada vez mais.&lt;br /&gt;Repentinamente, sentiu uns tapinhas no seu braço direito e do meio da confusão de vozes, emergiu a voz da senhora sua mãe.&lt;br /&gt;- Tão te chamando ai no portão. Levanta. &lt;br /&gt;Fábio pulou assustado da cama e atravessou o corredor aos pulos, saltando por cima da mesinha de centro da sala enquanto ouvia a voz de Gabriel vindo lá de fora.&lt;br /&gt;- Fabiooô! - o mesmo “ô” carregado.&lt;br /&gt;Abriu a porta da sala e viu aquele bando de crianças na frente de sua casa. O Gabriel estava com a cabeça por cima do portão e a Martinha estava lá atrás, em sua bicicleta roxa. Então todo mundo gritou:&lt;br /&gt;- Poxa, até que enfim!&lt;br /&gt;Tudo não passou de um pesadelo, que foi embora junto com a noite. O dia amanheceu feliz e o sorriso de Fábio iluminou toda a rua, fazendo par com o brilho do sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3707532073328921479?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3707532073328921479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3707532073328921479&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3707532073328921479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3707532073328921479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/07/se-essa-rua-fosse-minha.html' title='Se essa rua fosse minha...'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-655191747502405347</id><published>2009-07-10T13:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-10T13:43:30.593-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Castelo e Inocência</title><content type='html'>Enquanto estou aqui, quieto, sentado nesse banco, eu me dedico a olhar os seus movimentos. Você desce as escadas do edíficio no qual trabalha com um olhar despreocupado, máscara perfeita para teu rosto. Há em suas mãos inocência e despreocupação em relação ao mundo que te cerca. Olhe, se você soubesse o quanto este cenário que te envolve é perigoso - gritaria de medo, ou pior, entraria em catatonia imediata. Só pra variar, metade desse perigo foi construído por você mesma, através de erro sobre erro, amor sobre amor, que tal qual um castelo de cartas, erguem-se majestosos e deslumbrantes, mas sensíveis ao mais incosciente suspiro. Não sabes das agruras, das competições, muito menos das lágrimas que envolvem a tua existência. Você sorri sem embaraço para o vento que alisa seu rosto, tal qual um amante que sussurra.&lt;br /&gt;Até quando durará isto tudo? Até quando esta vida que você escolheu vai se sustentar? Gostaria de saber o que você há de fazer quando ver que as roupas que te vestem não cobrem as suas verdadeiras vergonhas. Há pessoas no mundo que deveriam ser mais dignas de nota na sua vida, pois sabem dos seus segredos e dos seus pecados mais silênciosos. Ah, sim...para estas pessoas - principalmente eu - não há roupa capaz de cobrir teu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-655191747502405347?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/655191747502405347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=655191747502405347&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/655191747502405347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/655191747502405347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/07/castelo-e-inocencia.html' title='Castelo e Inocência'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-4104391399504000536</id><published>2009-05-09T19:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T19:32:46.280-07:00</updated><title type='text'>A palavra é chuva.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SgY8nQHIicI/AAAAAAAAADY/4rc9gnDiXRo/s1600-h/chuva_cidade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 302px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SgY8nQHIicI/AAAAAAAAADY/4rc9gnDiXRo/s320/chuva_cidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334017453704382914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desaba homogeneamente sobre a cidade uma cinza cortina de água, molhando tudo e tornando as pessoas mais cautelosas, mais frias. Há na chuva um feitiço que deixa tudo um pouco mágico um pouco mais depressivo. A multidão de guardachuvas negros que caminham pela grande avenida central parece-me até bela. Os carros quando passam batidos pelo asfalto, fazem aquele chiado molhado que vai se perdendo na distância.&lt;br /&gt;É nesse cenário que caminho. É nesse cenário que penso.&lt;br /&gt;Penso nas vezes em que te encontrei embaixo da mesma marquise, às sete da noite, na saída do trabalho, quando íamos andar um pouco para nos conhecermos melhor. Penso também nas vezes em que sob a mesmo céu chuvoso e relampejante, eu fui ao seu apartamento para desejar-te feliz aniversário. Sob o mesmo céu também caminhamos à beira da meia noite, voltando de uma irresponsável sessão de cinema durante a semana. Lembrei, com um leve sorriso estampado no rosto, das vezes em que terminavamos a noite juntos.&lt;br /&gt;Caminho agora pela calçada direita da avenida. Passo por todos os lugares que gostávamos. A livraria no subsolo daquele edifício, a cantina italiana, o grande teatro municipal, a imensa praça. Em todos estes lugares está a nossa marca, que imprimimos com sentimento. Mas agora quem nela caminha e imprime novos sentimentos sou eu, sozinho. Faço nesse momento uma leitura única de tudo o que passamos e vejo o quanto necessito reaver esses lugares com outras vistas.&lt;br /&gt;Penso bem e tomo por conclusão que tudo está ficando melhor para mim, pois vejo que depois do fim as coisas estão mudando. Passando por todos estes lugares e lembrando de todas essas ocasiões, esta é a primeira vez em que a chuva não compartilha meu rosto com as lágrimas. De meus olhos não cai mais uma gota e sinto que você vai-se embora, junto com toda essa água que corre no meio fio em direção aos bueiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-4104391399504000536?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/4104391399504000536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=4104391399504000536&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/4104391399504000536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/4104391399504000536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/05/palavra-e-chuva.html' title='A palavra é chuva.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SgY8nQHIicI/AAAAAAAAADY/4rc9gnDiXRo/s72-c/chuva_cidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-2514327028553022463</id><published>2009-05-03T14:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T15:32:51.488-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='percepção saber autocritica reflexão'/><title type='text'>A medida da aflição está incapacidade de saber.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sf4bKIH_4rI/AAAAAAAAADI/Sdnwe9EeQcw/s1600-h/solidao2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sf4bKIH_4rI/AAAAAAAAADI/Sdnwe9EeQcw/s320/solidao2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331728869646918322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Queria dizer algo sobre minha insatisfação. Estou desapontado comigo mesmo, pela minha falta de capacidade de expressar algumas coisas. Coisas que me trazem um crônico tormento interior; nada que me faça entrar em pânico declarado ou surtar. É só algo que corta por dentro, muito por dentro e que o faz de maneira silenciosa. A sutileza é tanta que eu não encontro palavras, expressões ou mesmo fôlego para poder expressá-la.&lt;br /&gt;Há um reflexo disforme na janela do meu quarto. Tem um matiz de cores diversas, todas muito frias, a não ser um vermelho-sangue, que escorre lentamente, como se quisesse tomar conta da parede e finalmente chegar ao chão, onde tomaria conta de meu espaço. O reflexo na janela não passa de uma resposta da minha mente para uma confusão gerada pela incapacidade de comover, envolver e revolver a mente alheia. Sinto-me ridículo e sem ação, de certo modo angustiado, como uma pessoa que vai perdendo tudo o que possui aos poucos.&lt;br /&gt;Quando falo aos outros, sinto-me um estrangeiro. Parecem não entender as minhas palavras, lançadas ao ar e ridículamente ignoradas, como uma garoa fina que cai dos céus. Quando falo sobre os assuntos importantes do mundo, sobre as questões profundas e alerto sobre a futilidade das coisas, o retorno que tenho é a completa negação destas idéias e reflexões e inversão de todas as palavras, que se viram para mim como facas misteriosamente voltadas contra o seu lançador.&lt;br /&gt;E tudo isso me angustia, pois sei que não é por mal que eu venho a saber isso. Essas respostas chegam dos outros até mim de uma maneira tão ingênua e fragmentada que eu não consigo enxergar crueldade e maquiavelismo nenhum. É tudo tão involuntário.&lt;br /&gt;Depois de receber essas expressões externas, me pergunto se na verdade não sou eu o perdido, sozinho na escuridão metálica do mundo.&lt;br /&gt;Eu não sou ninguém. Eu não sei de nada muito importante.&lt;br /&gt;Minha marca no mundo resume-se a um rabisco impotente feito numa grande tela, onde posam obras de arte magníficas e inovadoras. Meu desejo no mundo nada mais é do que uma pequena paixão ou vontade de suprir uma necessidade natural humana, como a sede. &lt;br /&gt;Tenho certeza que atualmente, é tão fácil iluminar minha escuridão que para isso, basta um riscar de fósforos. Mas infelizmente, eu estou de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mãos vazias&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-2514327028553022463?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/2514327028553022463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=2514327028553022463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2514327028553022463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2514327028553022463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/05/medida-da-aflicao-esta-incapacidade-de.html' title='A medida da aflição está incapacidade de saber.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sf4bKIH_4rI/AAAAAAAAADI/Sdnwe9EeQcw/s72-c/solidao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-9022541763689729972</id><published>2009-04-12T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T19:14:56.585-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moldavia twitter rapidez politica'/><title type='text'>Agora sim serão noticias expressas!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SeKfayhqslI/AAAAAAAAADA/QGE4QlWGElw/s1600-h/moldavia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SeKfayhqslI/AAAAAAAAADA/QGE4QlWGElw/s320/moldavia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323992992093745746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse final de semana, na varanda de um certo amigo meu, entre uma baforada e outro no cachimbo, conversamos sobre as notícias da semana. O assunto que mais nos chamou a atenção foi o protesto organizado, via Twitter, na Moldávia. Jovens de todo o país insatisfeitos com o resultado das eleições do parlamento, organizaram em questão de horas, através de um programa de mensagens instantâneas chamado Twitter, protestos contra o governo eleito, comunista, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Tirando o objetivo da manifestação e ignorando opiniões politicas, o que mais nos impressionou é a facilidade com que tudo foi organizado. O Twitter, pelo pouco que sei, é um programa de mensagens instantâneas, só que parece uma espécie de miniblog, que pode ser acessado remotamente, em celulares, por exemplo. Isso permitiu a disseminação rápida de mensagens entre os insatisfeitos e a organização de um ato público.&lt;br /&gt;Impressiona-me o fato de que a tecnologia, antes uma espécie de determinante de quem seria dominador e quem seria dominado, parece estar não invertendo o seu papel, mas em certos aspectos, rachando, ainda que involuntariamente, os lados mais inesperados da estrutura de uma certa ordem. Não imagino que o criador de tal programinha tenha vislumbrado um futuro tão politicamente ativo para sua invenção.&lt;br /&gt;Fico agora a imaginar o que nós, cá deste lado do globo, faremos com esse novo artefato virtual. Usaremos como um frutífero dispersor de idéias, cultura e informação? Transformaremos num mero vomitador de propagandas indesejáveis? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-9022541763689729972?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/9022541763689729972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=9022541763689729972&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/9022541763689729972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/9022541763689729972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/04/agora-sim-serao-noticias-expressas.html' title='Agora sim serão noticias expressas!'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SeKfayhqslI/AAAAAAAAADA/QGE4QlWGElw/s72-c/moldavia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3942214610614824241</id><published>2009-03-22T20:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T21:02:23.026-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões ventos'/><title type='text'>Os Ventos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.0  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O vento é uma coisa poderosa. Trata-se do mais significativo detentor do poder de mudar o formato daqueles colossos de vapor aos quais chamamos nuvens. Carrega-as de um lado para o outro, muda-lhes a forma, precipita-as, entre outras atribuições que pertencem exclusivamente às correntes de ar. Graças ao trabalho que faz com as nuvens, traz à tona tempestades, cinzentas e chuviscosas e as derriba sob a terra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Esforçando-me muito, queria fazer uma analogia desses ventos e nuvens com os seres humanos. Com a gente mesmo.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vez por outra, sinto uma lufada no peito e meu humor muda repentinamente, e na maioria das vezes para algo negativo como um estado de apreensão,  apatia, depressão. Os mais simplistas dirão que eu sou imaturo ou com pouca habilidade para lidar comigo mesmo, com minhas emoções. Eu, sinceramente, não me sinto capaz de fazer julgamento acerca de minha pessoa, mas acho que é bem pedante emitir um juízo com pouca ou nenhuma reflexão sobre o assunto. Mas essa lufada vem de diversas origens, localizadas nos pontos mais obscuros da minha percepção, podendo ser algo bem objetivo, o qual eu esteja ciente, ou subjetivo, acertando-me a espinha como uma faca de gelo, ou sufocando-me como um travesseiro, apertado contra meu rosto durante a noite, sem eu nem saber que o segura.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Eu acho que pessoas sentem esses &lt;i&gt;golpes de ar&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Para uns pode ser mau olhado, depressão, para outros pode ser só uma frescura que eles insistem em dizer que passa. Mas para mim são golpes de ar, soprados dos mais diversos pontos. E não importa mesmo o que eles sejam, pois, me perdoem os psicólogos, analistas e os demais profissionais da mente, não acredito, pelo menos até hoje, que saber a origem de tais coisas vá acabar com seus efeitos. Um frio no peito, não importa de onde venha, será sempre um frio no peito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3942214610614824241?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3942214610614824241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3942214610614824241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3942214610614824241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3942214610614824241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/03/os-ventos.html' title='Os Ventos'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-619808259410296655</id><published>2009-03-03T19:48:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T20:39:11.682-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oficio escritor'/><title type='text'>Do ofício de escritor.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sa4D1kgEFLI/AAAAAAAAAC4/43cZraEiRQ4/s1600-h/HABITACION%2520ESCRITOR%2520COMPUTER.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 258px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sa4D1kgEFLI/AAAAAAAAAC4/43cZraEiRQ4/s320/HABITACION%2520ESCRITOR%2520COMPUTER.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309185229582505138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje deitei dedos no teclado deste computador portátil. Trabalho em cima de um conto a ser entregue em meados de abril, para uma antologia de literatura fantástica. Neste escrevinhar que já se prolonga por cerca de dois dias, consegui produzir uma grande quantidade de textos, e quanto à qualidade, pelo menos, para mim, o mais inadequado dos críticos, está de razoável nível. Estou sinceramente impressionado por não ter se abatido sobre minha mente aquela já conhecida doença de todos os que aspiram a escritores mirins: a falta de criatividade. Salvo alguns momentos tirados para relaxar com um copo d'água ou uma boa baforada de cachimbo, não houve nenhum branco em minha imaginação que me impedisse seriamente de prosseguir com a criação do pretendido conto.&lt;br /&gt;O oficio do escritor é das coisas mais árduas que existem. Há, para quem deseja o caminho de letras, alguns muros a serem transpostos. O primeiro deles é o da vontade. Para escrever é preciso muito desta, pois de começo não se sabe o trabalho que é redigir um texto agradável de ler e que  ao memo tempo dê asas a sua imaginação. Muitos travam frente ao desafio de escrever uma página, agora imaginem o que se pretendem romancistas!&lt;br /&gt;O segundo desafio a se superar é o do tempo. Muitos aspirantes a escritor acreditam que os livros &lt;span&gt;simplesmente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; brotam&lt;/span&gt; da ponta de suas canetas  - ou do ecrã de seus computadores - e não compreendem que os textos germinam, tais quais sementes de plantas, na mente de seus autores. Ansiosos pelos louros do sucesso e do reconhecimento, não oferecem ao altar das letras o suor que é necessário para que um bom texto seja escrito. Não importa qual seja o tamanho do texto ou quanto tempo leva para que fique pronto, ele demorará, ainda que um dia!&lt;br /&gt;O terceiro e não menos importante obstáculo a ser transposto é o da compreenssão do que se está fazendo. Quando pretende-se escrever por arte, não é possível almejar apenas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt;. Tem que se pretender alcançar o sentido de toda a mensagem que é pretendida passar, seja ela carregada de sentimento, ideologia ou qualquer outra coisa a que normalmente as palavras estão capacitadas expressar. Este último desafio é quase místico, pois deve-se procurar alcançar uma comunhão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;transcedental&lt;/span&gt; com as palavras e com os seus significados, intento que é alcançado não de uma hora para outra, mas sim através de profundas reflexões, leituras e mesmo de sentimento ( ou seria melhor dizer epifania).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ora, em qual desses obstáculos eu me encontro? Sinceramente, não sei. Há vezes em que me pego desafiando e enfrentando os três. Fazem parte da vida de todo aquele que ama as letras, não importa quanto tempo tenha de escritor, ele estará sempre cercado por essas três circunstâncias, oscilantes, cada uma tendo seu lugar em determinado momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-619808259410296655?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/619808259410296655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=619808259410296655&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/619808259410296655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/619808259410296655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/03/do-oficio-de-escritor.html' title='Do ofício de escritor.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/Sa4D1kgEFLI/AAAAAAAAAC4/43cZraEiRQ4/s72-c/HABITACION%2520ESCRITOR%2520COMPUTER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-4685928143775349649</id><published>2009-02-18T09:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T09:53:28.310-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão pedância petulância esferas autoconhecimento'/><title type='text'>Algumas considerações sobre as Esferas.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este é um texto mal trabalhado, escrito em meio a fortes dores de cabeça e confusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumamos vez por outra chamar alguém a quem conhecemos de especial. Muitas vezes destacamos algumas pessoas no meio da pequena multidão que nos rodeia - e que muitas vezes fazemos questão que nos rodeie - alegando que elas tem um quê a mais. Das muitas vezes que ouvi histórias que me permitiram chegar a essa conclusão, elas vieram até meus ouvidos no formato de relacionamentos amorosos, contados por terceiros e, por que não, vividos por este que vos escreve. No momento em que a separamos do resto do mundo, separando o seu rosto do mar de igualdade e irrelevância que é caracteristico da multidão, trazemo-la para um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;suposto&lt;/span&gt; lugar ao sol.&lt;br /&gt;O que nos dá o poder de elencar certos individuos como especiais e desmerecer outros? O que nos dignifica a ter essa petulância, frente aos inúmeros individuos com os quais convivemos ao longo de nossos dias, de poder julgar quem é especial e que não é? Como podemos fazer essa comparação se não conhecemos o resto da multidão? Se alguém é especial, é apenas para nós, frente aos nossos interesses, sendo a probabilidade de tal pessoal realmente ser notável entre os outros bem pequena, uma vez que foi escolhida por nosso egoísmo e gosto, e não por uma aclamação verdadeira. Chamamo-la de especial porque ela nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cura&lt;/span&gt; de algum mal, que algumas vezes, nós nem sabemos possuir. O que é ser especial?&lt;br /&gt;Dentro de cada ser humano há um infinito que mesmo ele não consegue prescrutar mesmo as camadas mais rasas, e digo isso sem fazer acepção de pessoas, distinguindo letrados de criminosos ou homens de mulheres. Todos, sem exceção, tem um labirinto pessoal, que guarda monstros, demônios, ninfas, criaturas da mais bizarra manifestação psicológica possível. A mais alegre das pessoas, a dita mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;normal&lt;/span&gt;, carrega dentro de si uma faísca e um paiol de combustivel capaz de fazer incendiar as chamas da agonia, do êxtase e do desespero.&lt;br /&gt;Para que haja um fundo de verdade minimamente palpável no elogio de elencar alguém ao nivel de especial, seja amigo, irmão ou conjuge, devemos antes tentar nos conhecer profundamente, através dos mais escuros e confusos caminhos de nossa própria alma. Quando conseguiremos declarar algo à alguém do fundo de nosso coração quando não sabemos nem quais são as palavras que nossa alma usa para falar conosco?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-4685928143775349649?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/4685928143775349649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=4685928143775349649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/4685928143775349649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/4685928143775349649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/02/algumas-consideracoes-sobre-as-esferas.html' title='Algumas considerações sobre as Esferas.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-2042250361035538459</id><published>2009-02-09T14:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T17:05:47.478-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões egoísmo'/><title type='text'>Divagações sobre o Egoísmo III</title><content type='html'>Depois de reler a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Divagações sobre o Egoísmo II"&lt;/span&gt;, eu sinceramente não gostei do que escrevi. Além do fato de eu ter feito uma péssima revisagem no corpo do texto, achei que ele está um tanto desconexo e não traz nada de novo. Fiquei até com medo do que fosses pensar de mim, querido leitor;  que fique claro aqui que nunca subestimei a sua inteligência ao fazer uma postagem um tanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insatisfatória&lt;/span&gt; como a "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Divagações...II&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;Mas vamos acabar logo com essa baboseira de pedir desculpas por uma postagem mal feita! Isso é um blogue e não um Nobel. Pretendo com esta terceira postagem encerrar - ou não - as minhas escrevinhações sobre o egoísmo. Como disse na frase anterior, talvez no futuro toque nesse assunto novamente, mas não com a mesma precisão e profundidade pretendida nestes textos em especial. Reservarei essa postagem para uma crítica mais contundente aos egoístas e às suas atitudes; na minha humilde opinião, todas as palavras aqui terão um cunho libertador, levando embora sentimentos e pensamentos que não estão escondidos e enterrados em minha cabeça há anos, como se minha mente fosse algum baú de sabedoria, mas que aqui estão desde pouco tempo - utilizarei novamente o artifício usado na primeira postagem que fiz sobre egoísmo, não dando medidas temporais precisas para não excluir ou privar este grupo de pessoas ou aquele de sentir um pouco de peso na consciência e refletir sobre seus atos, segundo a nobreza de seu espirito.&lt;br /&gt;Ah, sim, este sentimento e sua vil interação com a vida humana. Através dele destruímos coisas valiosas, cegamo-nos de toda a razão que um dia possa ter habitado nossas mentes. Subimos no alto de um grande pedestal e lá nos isolamos de críticas que possamos vir a receber. No alto do pedestal, as criticas chegam a nós com pouca força, como pedras lançadas lá de baixo, quase não tocando a base aonde se assentam nossos pés. De lá do alto, também nos sentimos mais à vontade e com maior vantagem para acertar pedras nos que estão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lá em baixo&lt;/span&gt;. Do alto do pedestal cantamos injúrias e malicias mil, de uma maneira que todos a quem nos direcionar-mos irão ouvir-nos - o que não significa que vão aceitar, mas na nossa ignorância e egoísmo, achamos que todos são tolos o suficiente para acreditar naquilo que professamos sem pensar e pesar. Lá no alto do pedestal também somos atores, representando o papel do ultrajado, de uma espécie de vítima, de um ambicioso que a todos os limites ultrapassa sem escrúpulos e a todos os que se opõem derruba com malícia, representamos com vigor e maestria genuína o papel do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;egoísta. &lt;/span&gt;É quase uma comédia grega. No entanto, existe algo com que nós não contamos. Trata-se de uma pedra que não vem das mãos de ninguém, muito menos do chão deste mundo. É uma pedra que vem de um certo plano onde residem nossas idéias e reflexões. Lá existem fantasmas que nos assombram e algumas vezes são capazes de se comunicar de uma maneira macabra, às vezes sutil, conosco. Eles sussurram em nossos ouvidos uma auto-crítica, por vezes em linguagem enigmática, outras de maneira bem clara, trazendo o remorso como assinatura. Mas por incrível que pareça, essas assombrações não nos forçam a nada, não nos trazem nenhuma ameaça e são facilmente banidas com o mais tênue chacoalhar de cabeça. Deixam que nós mesmos reflitamos em nossos atos e se tivermos a nobreza de espirito e a sabedoria de ouvi-las, mudemos nosso comportamento.&lt;br /&gt;O ser egoista, na minha opinião, depois de escrever estes três textos, termina como um estado de espirito que cabe ao ser humano superar. Não faço profundas ofensas e críticas lancinantes aos egoístas porque não sei a profundidade e a importância desta maldição para os pobres espiritos humanos. Também não despejo aqui tais palavras por saber que também tenho meus momentos de egoísmo, como todo ser humano. Talvez periodos de egoísmo sejam necessários como um degrau para que o ser humano ascenda pessoalmente, refletindo sobre seus erros e criando forças para mudar a si próprio e às suas ações. Caso tal força não seja criada por um momento no coração do individuo esse degrau não leva a ascensão pessoal alguma e sim a uma escadaria em direção ao abismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-2042250361035538459?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/2042250361035538459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=2042250361035538459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2042250361035538459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/2042250361035538459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/02/divagacoes-sobre-o-egoismo-iii.html' title='Divagações sobre o Egoísmo III'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-8462278564785781463</id><published>2009-01-26T11:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T12:16:22.203-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá a todos os leitores deste de blogue, ainda que você leitor, seja apenas uma pessoa. Voltei de minha viagem, um pouco cansado, um pouco queimado, porém com muita história. No entanto tais histórias vão habitar apenas o fundo da minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve trago-lhes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Divagações sobre o Egoísmo III.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-8462278564785781463?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/8462278564785781463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=8462278564785781463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8462278564785781463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/8462278564785781463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/01/ol-todos-os-leitores-deste-de-blogue.html' title=''/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-296475794949751870</id><published>2009-01-12T11:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T13:26:05.281-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aviso férias história cabo frio'/><title type='text'>A História Nunca Tira Férias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SWu0_hZzbZI/AAAAAAAAACg/mksNfw5VX9U/s1600-h/praiadoforte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SWu0_hZzbZI/AAAAAAAAACg/mksNfw5VX9U/s320/praiadoforte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290521190668135826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   Daqui a alguns minutos este que vos escreve deve sair de casa e tomar o rumo do norte, em direção a uma belíssima região litorânea, chamada  Cabo Frio. As postagens, em virtude disso serão suspensas por alguns dias. Em meio a isso, um pensamento tomou minha cabeça. Pode ser nerd demais, mas fazer o quê.&lt;br /&gt;Após um ano de graduação em História inevitávelmente olhamos muitas coisas com uma concepção diferente. Até mesmo a curiosidade foi afetada no meu caso. Este aspirante a historiador que vos escreve, quando anda nas ruas, fica atento e imaginando as diversas Histórias que se pode tirar daquele ato. Não vai ser diferente nessa viagem. Cabo Frio tem muita História para contar e todas elas eu vou ouvir debaixo daquele sol paradisíaco, de frente para um belíssimo mar atlântico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A postagem de hoje foi curta, mas essa era a intenção mesmo. Voltarei daqui a mais ou menos 15 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Férias pra quem fica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-296475794949751870?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/296475794949751870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=296475794949751870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/296475794949751870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/296475794949751870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/01/histria-nunca-tira-frias.html' title='A História Nunca Tira Férias'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SWu0_hZzbZI/AAAAAAAAACg/mksNfw5VX9U/s72-c/praiadoforte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-233887330016659497</id><published>2009-01-08T19:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T21:48:28.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões egoísmo'/><title type='text'>Divagações Sobre o Egoísmo II</title><content type='html'>Após uma pequena interrupção, voltarei a expor para você, leitor, algumas de minhas divagações sobre o egóismo, esse ingrediente imanente a todo ser humano, em algum momento de sua vida. Já falei na postagem anterior sobre o egoísmo e sua intrínseca ligação com o ser humano e mesmo com a sua existência. Ou seja, tratei de um egoísmo que nada mais é do que um definidor de nossa presença nesse momento nesse exato lugar.&lt;br /&gt;Tratarei então do egoísmo que emana de nós, de nossos pensamentos e ações.&lt;br /&gt;As primeiras manifestações de egoísmo creio que aparecem ainda na infância, naquele momento em que estamos deixando de ser o centro de atenções, seja porque já estamos crescidos o suficiente ou porque algum irmãozinho - ou qualquer outro elemento dispersor de atenção - chegou. Acredito que é quando o egoísmo se confunde com um miserável egocêntrismo. Achamos que somos o centro do universo à nossa volta porque nossa preocupação maior é com nosso bem estar. É natural que as crianças amáveis escondam já o germe desse sentimento desprezado pela maior parte da sociedade, afinal, essas crianças são crias de integrantes de tal sociedade.&lt;br /&gt;O tempo passa, a criança cresce. Ela começa a diferenciar a si mesma do resto do mundo a sua volta, começa a ver que está metida numa espécie de jogo, talvez uma brincadeira muito séria, que os adultos chamam de vida social. São as mentiras em prol de interesses próprios, as intrigas escolares, os amores raptados - sim raptados, sequestrados por palavras bem postas e rostinhos tentadores. É nessa época, junto com a projeção de egoísmo para fora de nós, que começamos, inversamente, a remoer os sentimentos e ressentimentos dentro de nossos peitos.&lt;br /&gt;Por fim, quando chega-se a uma juventude plena, que poderiamos chamar início da vida adulta, a manifestação do egoísmo poderia ser chamada de resíduo da infância? Alguma migalha - ou naco mesmo, no caso de muitas pessoas - daquele comportamento pueril que outrora todos nós tivemos? Repudiamos o comportamento egoísta - ou pelo deveriamos, caro leitor - pelo mal que ele presta às pessoas, por sua mesquinheza, muitas vezes por eles nos parecer estranho - bom sinal, pois significa que estamos deixando de lado aqueles resquícios de comportamento infantil.&lt;br /&gt;Nós respondemos ao egoísmo com o altruísmo, que é exatamente o lado contrário da moeda. Porém, podemos perceber que o altruísmo é algo que só desenvolvemos depois de certos anos de vida, exatamente quandoe estamo na criação de uma rede de conhecidos, de relações sociais. Disso eu raciocino que o altruísmo é uma criação humana, construída por nossas mentes, e porque não por nossa cultura?&lt;br /&gt;Bom, depois de tantas explanações, acabei por apenas confirmar aquela velha idéia que tinha desenvolvido na primeira postagem sobre esse tema: o egoísmo é inerente ao ser humano, em algum momento de sua vida - no caso dos espíritos mais pobres, a vida inteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-233887330016659497?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/233887330016659497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=233887330016659497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/233887330016659497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/233887330016659497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/01/divagaes-sobre-o-egosmo-ii.html' title='Divagações Sobre o Egoísmo II'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3270192926364649906</id><published>2009-01-07T12:56:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T13:23:07.551-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Uma pequena crônica para quebrar o gelo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jacknaotafazendonada.blogger.com.br/fila_banco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 260px; height: 193px;" src="http://www.jacknaotafazendonada.blogger.com.br/fila_banco.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   O homem do outro lado da faixa amarela segue sua vida. Não olha para o rosto dos outros, apenas concentra-se em ficar escondido atrás de seus óculos, numa mudez que cala até a expressão de seus olhos, ferramenta que teria se tornado uma última chance de comunicação com o mundo exterior.&lt;br /&gt;Tem na mão um envelope. Contas a pagar, semelhantes a cartas de alforria, só que a escravidão é mensal, bem como a abolição (mediante boleto bancário). Tem no bolso o dinheiro contado. Faz mil e uma estripulias para continuar vivendo conforme sua classe social; sente o cheiro putrefato de agiotas e miséria rondar-lhe as narinas. Madruga, estuda, trabalha e, à noite, quase no fim, algumas vezes ama.&lt;br /&gt;Alterna o peso entre as pernas, porque essas filas de banco cansam, não só o corpo, mas também a mente, irritando-a com sons mecânicos e eletrônicos que saem dos caixas. Ajeita o chapéu na cabeça, o óculos no rosto e estica a já maltratada coluna. Passa a mão pelo rosto junto comigo, assim como balança o corpo pendularmente para o tempo passar, igual a mim. Encara-me com o mesmo olhar inquisidor que eu o encaro. Entretanto, o homem, ó céus, sou eu e o que está do outro lado da faixa amarela nada mais é que um espelho decorativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3270192926364649906?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3270192926364649906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3270192926364649906&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3270192926364649906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3270192926364649906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/01/uma-pequena-crnica-para-quebrar-o-gelo.html' title='Uma pequena crônica para quebrar o gelo.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-3235670051531727680</id><published>2009-01-06T18:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T19:04:16.251-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões egoísmo'/><title type='text'>Divagações Sobre o Egoísmo.</title><content type='html'>Cá estou fechado em uma casa que não pára de ser castigada pela chuva. A todo momento ouço o chapinhar de meu cão - uma cadela na verdade - andando com suas patas peludas pelo pátio que circunda minha residência, nesse momento úmido como um chaco. Mas será que eu estaria sendo um tremendo egoísta ao reclamar das águas despejadas do céu quando há cabeceiras de rios para serem enchidas ou homens sedentos à procura deste líquido supostamente incolor, inodoro e insípido?&lt;br /&gt;Como poderia começar a falar de egoísmo? Bem, acho que para começar deveria dizer que este estado de espírito me perseguiu em demasia nos últimos tempos - e digo tempos para que não diga dias e algumas pessoas se sintam ofendidas ou diga meses e outras pessoas se sintam igualmente ofendidas, mas digo tempos, pois dessa maneira estarei sendo justo e dando oportunidade para que os dois bandos se sintam ofendidos - seja encarnado em um ou outro indivíduo que me circunda ou, por que não, em mim mesmo. Digo também em demasia por que tenho me dedicado mais seriamente a notá-lo nos ultimos tempos, e por isso talvez a medida que seja era comum saltou aos meus olhos como absurda, só pelo fato de estar notando-a muito mais agora.&lt;br /&gt;Mas também não vamos crucificar os egoístas, caro leitor. De certa forma, eles apenas fazem o que está inscrito em seu âmago, na sua mente. O fazem, provavelmente, por causa de um amor próprio fanático que os impede de racionalizar os outros à sua volta como pessoas que dependem de suas atitudes também.&lt;br /&gt;Nesse momento quero fazer uma pausa no raciocínio que mal comecei nos parágrafos anteriores. E se os egoístas fossem fundamentais para o mundo? E se eles tivessem um papel fundamental em nossas vidas que nós não conseguimos entender até agora. Vou explicitar este devaneio que tive através de um exemplo que, graças a leis divinas e naturais irremediáveis que o homem ainda não conseguiu romper com a ciência, todos nós temos. São os pais. Um par composto por um homem e uma mulher que se amam e se desejam.&lt;br /&gt;Dentro deste pequeno exemplo podemos encontrar miríades de atitudes egoístas que, como veremos, serão fundamentais para o futuro. Um filho que namora uma moça que não é do agrado de sua mãe, graças a uma paixão louca e desafiadora pode casar com ela e desse suposto ato de egoísmo você pode estar agora aqui, leitor, sendo portanto filho de um ato egoísta, onde o filho não pensou na mãe. Também podemos imaginar um caso que ocorra com o sexo oposto ao exemplo supracitado. E se a moça que casou com o rapaz na verdade fosse a irmã de uma outra rapariga, esta morta de amores pelo rapaz. A irmã, igualmente apaixonada, porém mais arguta e obviamente egoísta, não pensa na sua consanguínea de coração mole, que desfalece todas as noites de tantas juras de amor, vai lá e crava o coração do rapaz com um punhal de paixão carnal, fisgando-o desta maneira. Vemos que por mais uma vez o egoísmo foi elemento ativo de um processo que foi mais que importante - diria vital ou visceral - para a existência de um individuo, como você mesmo, leitor.&lt;br /&gt;Prosseguindo com o raciocinio mal formulado que cortei algumas linhas acima, penso eu que o ser egoísta é uma qualidade inerente ao ser humano em algum momento de sua vida. E penso simplesmente por não aceitar que haja tal pureza de espirito caminhando pela terra.&lt;br /&gt;Concluo que cabe a mim apenas ficar observando, vendo os egoísmos passarem, vez ou outra tendo capacidade de olhar o meu próprio e, já com uma varinha preparada, açoitá-lo para que não me envergonhe diante de minha própria pessoa ou de outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-3235670051531727680?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/3235670051531727680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=3235670051531727680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3235670051531727680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/3235670051531727680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2009/01/divagaes-sobre-o-egosmo.html' title='Divagações Sobre o Egoísmo.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-7019069903940393244</id><published>2008-12-16T17:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T18:41:56.938-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Após um longo periodo.</title><content type='html'>Essa palavra, periodo, é rica de significados nessa postagem. Por mais que eu destrinche todos os sentidos das palavra eu não vou conseguir expressar a multidão de acontecimentos que vararam o tempo entre esta postagem e a ultima. Portanto, caro leitor, acho que fica bom se eu explicar apenas o que mais salta aos olhos.&lt;br /&gt;Sim, foi um periodo longo no sentido acadêmico. Tudo começou maravilhosamente, mas derrepente, em novembro, todos nós sabiamos e repetiamos que precisávamos de férias. A matéria começou a se arrastar, algumas vezes até mesmo em nossas disciplinas favoritas. Os trabalhos amontoavam-se e caiam de minha escrivaninha como uma avalanche. Era possivel sentir que havia professores loucos pra não ver mais nossos rostos e alunos loucos pra não ver mais certos professores. Enfim, são as consequências das diversas nuances que a simpatia humana pode assumir.&lt;br /&gt;O periodo também foi rico de experiências e vivências. Houveram pessoas, fatos e lugares diferentes, bons ou ruins. Aquilo que se achava apartado, sob diversas perspectivas - impossivel, sonho, irrealizável, inesperado - tornou-se próximo e derrepente, palpável como meus próprios cabelos.&lt;br /&gt;E finalmente caro leitor, se é que você existe significativamente, o periodo foi longo por causa das leituras que me consumiram e por causa do meu afastamento da internet - essa rede que na verdade nada mais é que um monstro devorador de tempo - o que impediu que postagens fossem feitas com maior regularidade, naturalmente, a que se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica plausível deixar claro um pensamento que me ocorreu agora no final: haja visto todos os pressupostos que pus acima para nomear essa faixa de tempo inter-postagens de "periodo longo", fica claro que em minha vida os periodos vão se tornando, antitéticamente, cada vez mais longos e curtos. Longos porque, como suor caracteristico de minha profissão, a leitura me tomará a maior parte do tempo, bem como a escrita de textos; curto porque, segundo diz a já velha sabedoria dos povos, quanto mais coisas pra se fazer, menor fica o tempo, tudo parecendo passar rápido demais. Arrê! Essa é uma discussão sobre o tempo que ficará para uma próxima postagem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-7019069903940393244?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/7019069903940393244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=7019069903940393244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7019069903940393244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7019069903940393244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/12/aps-um-longo-periodo.html' title='Após um longo periodo.'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-5554911474686071898</id><published>2008-10-05T18:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T19:12:34.755-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rúgbi'/><title type='text'>Uma semana de rúgbi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SOlzw7gYXXI/AAAAAAAAABg/761B4O_0npg/s1600-h/rugby_deals2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SOlzw7gYXXI/AAAAAAAAABg/761B4O_0npg/s320/rugby_deals2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253857724748815730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de toda uma vida dedicada quase que exclusivamente a esportes solitários, como demonstrado em postagens anteriores como a sobre arqueirismo, estou adorando o rúgbi. A extrema sensação de grupo, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corpo&lt;/span&gt; jogando unido, em prol de um objetivo é a caracteristica mais marcante pra mim. A correria, as trombadas, os arremessos. Ótimo pra extravasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me aproximando das partidas semanais que acontecem no campus do Gragoatá na UFF (no qual estudo). Devido às minhas experiências anteriores com o futebol americano, tive alguns problemas na hora de jogar rúgbi pela primeira vez, por fazer várias confusões com regras. A quantidade de faltas é bem menor, ou pelo menos elas são mais flexiveis. O rúgbi tem o principal diferencial do futebol americano por ser mais dinâmico, mais animado, sem aquelas dezenas de paradas que acontecem antes de você marcar um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa muito maneira do rúgbi é o terceiro tempo, uma confraternização que acontece entre os dois times após o jogo, onde é posta de lado toda a rivalidade que existia antes e durante o jogo e entra em cena bastante bebida, diversão e camaradagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de estar um pouco mais familiarizado com as regras, e assim que conseguir arrumar algum lugar pra comprar um bola de rúgbi, vou me empenhar na criação de algum grupo amador de rúgbi no entorno de Vila Valqueire, Bento Ribeiro e Marechal, alguma que gire em torno já do tradicional bando dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lunáticos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lunáticos&lt;/span&gt; devem saber, nosso terceiro tempo é nas mesas de RPG!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-5554911474686071898?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/5554911474686071898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=5554911474686071898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5554911474686071898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5554911474686071898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/10/uma-semana-de-rgbi.html' title='Uma semana de rúgbi'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SOlzw7gYXXI/AAAAAAAAABg/761B4O_0npg/s72-c/rugby_deals2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-5169629057273379811</id><published>2008-08-31T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T20:32:31.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uff reflexões'/><title type='text'>O Lugar Onde Estudo</title><content type='html'>A UFF até hoje tem algumas questões que não foram respondidas para mim. Questões que já haviam sido elaboradas mesmo antes de eu me matricular efetivamente no curso.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Eu não tinha muita fé em passar para aquela que dizem ser a melhor faculdade de História do Brasil, quiçá da América Latina. Entretanto, em algum dia anterior ou posterior à virada de 2007 para 2008, eu recebi a feliz noticia que me fez dar o destino que minha vida tomou hoje: perambulando por bibliotecas, atravessando a Baia, caminhando por gramados e falando com desconhecidos conhecidos todos os dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Fico imaginando como teria sido a minha vida se tivesse escolhido outros rumos – e estive bem perto de fazer isso – em que tipo de noites eu dormiria hoje? Quais seriam os sonhos que passariam pelos meus lençóis? Pergunto-me o porquê de eu ter conhecido quem conheci até hoje, pensando qual o meu papel na vida dessas pessoas, ou mesmo se eu tenho esse algum papel. Acho que sim. É importante deixar a sua marca por onde você passa, de preferência de maneira positiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;O campus do Gragoatá, onde estudo, tem um ar muito surreal. O gramado, o vento, as pessoas, o céu, a baía, os aviões e as pedras. Os fins de tarde entre os prédios de letras são muito bonitos, especialmente aquele monte de arvores filtrando a luz do sol, já preguiçoso e teimando e apenas emitir aquela luz alaranjada. Luz que indica que as coisas estão se encerrando para alguns e começando para outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;As palavras circularão pela cabeça de muitos durante a noite e para outros, apenas o sono.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-5169629057273379811?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/5169629057273379811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=5169629057273379811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5169629057273379811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/5169629057273379811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/08/o-lugar-onde-estudo.html' title='O Lugar Onde Estudo'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-330514047201411419</id><published>2008-08-14T18:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T19:05:24.715-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Escolho ou não escolho?</title><content type='html'>As escolhas são para algumas pessoas, a pior parte do dia. Pode ser a escolha que se faz entre a casquinha de baunilha ou a de chocolate, embaixo do sol escaldante do Centro do Rio, ou então sobre qual carreira escolher na hora do vestibular (ainda bem que já passei por isso faz tempo). Há também aquelas que felizmente muitos de nós nunca passaram, como a de escolher entre almoço e janta, estudo ou arrimo de família. Felizmente que fazer escolhas entre coisas um pouco mais efêmeras e algumas vezes até fúteis – uma vez que somos todos humanos e estamos imersos nessa realidade – nada comparadas com o que algumas gentes mais sofridas são obrigadas a passar.&lt;br /&gt;Entretanto, o que realmente marca numa ocasião dessa é o aprendizado que se pode retirar dela. Contrariando algumas correntes de pensamento, podem não ser os fins, que por justificarem os meios, sejam os mais importantes. Os meios, por trazerem a escolha, a dúvida, o labor, estes podem ser os que provêem os verdadeiros frutos da sabedoria. Não reclamar eternamente das dificuldades que se passa é um passo para a sabedoria. Outro é aprender com o que se passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-330514047201411419?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/330514047201411419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=330514047201411419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/330514047201411419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/330514047201411419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/08/escolho-ou-no-escolho.html' title='Escolho ou não escolho?'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-426299536013900381</id><published>2008-08-10T19:36:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T19:58:43.803-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco flecha esporte'/><title type='text'>Quero Ser Arqueiro!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SJ-qepUwMMI/AAAAAAAAAA4/aCo2DeP0_9I/s1600-h/tirocomarcotn8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SJ-qepUwMMI/AAAAAAAAAA4/aCo2DeP0_9I/s320/tirocomarcotn8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233088735493501122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ultimamente tenho desenvolvido um interesse muito grande na prática desportiva&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;/span&gt;. Em especial as solitárias. Não sou muito bom nos esportes de grande apelo público&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;/span&gt;, como futebol&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;/span&gt;. Os que  chamaram-me atenção até o presente dia são de certa formas solitários: corrida, trilha, bicicleta, entre outros. Mas um que, por toda a essência que carrega em sua prática, vem me saltando aos olhos é o arco e flecha. Estes dias, vendo cenas olímpicas aonde os atletas retesavam seus arcos e acertavam alvos a muitos metros de distância com o simples soltar de seus dedos, fizeram-me prestar atenção em como esse instrumento é belo e destruidor ao mesmo tempo. A força da flecha que corta os ares, com um zumbido que trás em suas essência o sabor da precisão, faz o coração do arqueiro praticamente ranger de satisfação quando vê o alvo perfurado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No entanto, a pratica desse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;esporte&lt;/span&gt; parece ser bem cara. Uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;belezinha&lt;/span&gt; de arco para iniciantes custa aproximadamente duzentos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cinqüenta&lt;/span&gt; reais. Isso creio eu que é só o arco e um terço de dúzia de flechas. Se o pretendente a arqueiro quiser praticar algumas aulas, o preço é bem salgado e os locais para o exercício são poucos. Apenas um clube na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tijuca&lt;/span&gt; e o Clube do Vasco da Gama e mais duas ou três instituições no Rio oferecem a atividade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;/span&gt; à população, por um preço nada modesto de por volta de cem reais a aula.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Descubro então, que pelo menos por enquanto, deverei deixar a pratica de tão nobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;atividade&lt;/span&gt; apenas aos que podem, como Paulo Coelho por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Pobre mortal, descobres agora que te negam o exercício daquilo que te faz ter o teu sobrenome de caçador.”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-426299536013900381?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/426299536013900381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=426299536013900381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/426299536013900381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/426299536013900381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/08/ultimamente-tenho-desenvolvido-um.html' title='Quero Ser Arqueiro!'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SJ-qepUwMMI/AAAAAAAAAA4/aCo2DeP0_9I/s72-c/tirocomarcotn8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-179014923295091536.post-7101415309717346289</id><published>2008-08-07T17:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T17:50:49.498-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motivação'/><title type='text'>No limite dos sentidos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Esse blogue não tem proposito. Deixo isso bem evidente na primeira postagem.&lt;br /&gt;Algumas pessoas gostam de criar blogues temáticos, que tratem de algum assunto, sejam carros, mangás, mulheres nuas, informática, filmes, ciência, literatura, uma infinidade de assuntos que não vale a pena listar. Há também as pessoas que fazem de blogues os seus diários virtuais. Detalham cada ponto de suas vidas na rede e expõem para uma comunidade de pessoas terem acesso e conhecerem. Eu não quero fazer parte de nenhum grupo em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de tratar nesse blogue os assuntos que me interessam em geral. Valem também impressões do dia-a-dia, sejam lá conclusões furadas ou grandes ápices de pensamento que eu porventura possa ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque pessoas escrevem? Por que escrever? O que eu realmente tenho para dizer a vocês, leitores? Será que é algo realmente importante ou eu estou aqui sentado nessa cadeira de computador apenas fuzilando o teclado motivado por uma vontade inquietante de chamar a atenção, ser notado? Eu sinceramente acho que escrevo porque deve haver alguma espécie de fluido que se produz em minha mente que apenas pode ser expelido pela ponta de meus dedos. O que o faz ser expelido eu não sei, mas acredito que é graças a sua provavel natureza tóxica. Não que ele seja algo maléfico para mim, mas ele se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;torna&lt;/span&gt; maléfico, caso eu não o libere. Toda a sua essência, derivada daquilo que eu penso todo dia, está em constante expansão e se não for liberada...bem, acredito que alguma coisa ruim vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não. Passei tanto tempo sem escrever e permanecendo vivo que a sentença acima pode ser falsa. Talvez essa vontade de escrever nada mais seja do que uma extensão natural do impulso que me faz falar, que me faz querer sempre discutir com meus amigos e familiares, que me fez querer ser Historiador, para tentar ter ao meu alcance os jovens ouvidos, que de ingênuos não tem nada, e de sábios menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, espero que seja tão prazeiroso para você a leitura quanto pra mim é a escrita.&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/179014923295091536-7101415309717346289?l=danielfelismino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfelismino.blogspot.com/feeds/7101415309717346289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=179014923295091536&amp;postID=7101415309717346289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7101415309717346289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/179014923295091536/posts/default/7101415309717346289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfelismino.blogspot.com/2008/08/no-limite-dos-sentidos.html' title='No limite dos sentidos'/><author><name>Daniel Felismino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16586856467845517726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cZ1_KU1npvs/SnoxBcvpbJI/AAAAAAAAADg/t5PkHdW3CUM/s1600-R/250px-Congonhas_sanctuary_of_Bom_Jesus_prophet_Daniel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
