sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Precisamos de Choques

Estou enojado de políticos. Nesse exato momento de todos, pois não consigo ser racional o suficiente para entender que há alguns nos quais posso votar. Mas de uma forma geral, estou achando tudo um grande chiqueiro de porcos. Coitados dos porcos, são muito legais para serem comparados a essa corja que nos governa.
A violência, e sua mãe, a corrupção, salta aos olhos dos fluminenses aonde quer que eles olhem, tanto para cidade maravilhosa quanto para os recantos antes tranquilos do nosso estado. Tanto nas favelas quanto no asfalto. Estamos todos imersos nesse espírito maldito que assombra o Rio de Janeiro, queiramos ou não, colaboremos ou não.
Mas vou falar agora da principal motivação do meu ato de vir aqui fazer uma postagem. A política do Rio de Janeiro em relação à segurança é algo que está no nível do espetacular. Não por sua eficiência, com as UPPs pacificando as favelas existentes nas áreas nobres da cidade, principalmente na Zona Sul e áreas mais centrais, mas sim pela faustuosidade com que se recobre essas unidades de polícia pacificadora. É um show de ineficiência a longo prazo, como se verá. Aplaude-se atitude do comando da polícia de erradicar o crime em algumas comunidades, mas não raciocina-se para onde esse crime vai. Ao instalar uma UPP, não se erradica o crime que ali estava instalado. Os bandidos que ali estavam fogem, apressadamente para outras regiões da metrópole, como a Zona Norte, a baixada fluminense e mesmo o outro lado da Baía de Guanabara, como fiquei sabendo hoje no meu curso de inglês. Curiosamente são áreas onde provalvemente não haverão eventos da futura Copa do Mundo e das Olimpiadas. Porque as operações da polícia não se dão na raíz do tráfico de drogas, que é nas margens da Av. Brasil e Dutra e nos pontos próximo à Baía de Guanabara, em suma, na Zona Norte? Porque trata-se de um empreendimento para inglês ver. Literalmente(mas não tanto assim).
Fico pensando à que nivel chega a rede de relacionamentos existente entre o alto escalão da política no Rio de Janeiro e os traficantes de drogas, milicianos e outras variantes de foras-da-lei.
Quando falamos de violência, pelo menos aqui no Rio, a primeira coisa que pensamos são em lugares pobres, favelas. E quando falamos em corrupção, a primeira coisa que pensamos é nos lugares de poder, como por exemplo, na Prefeitura ou no Palácio Tiradentes. Sim, de certa forma estamos corretos, no entanto, não conseguimos perceber como essa corrupção escorre como um caldo negro por todos as vias de nossa sociedade. Como existe corrupção e falta de ética em inumeros de nossos gestos, que cometemos sem perceber. Não percebemos como somos violentos com o próximo ao negar seu acesso a direitos básicos, como educação, alimento, saúde e moradia decente. Estamos violentando sua existência. O que deve acontecer para que tenhamos ojeriza à inconsequência de nossas e tomemos uma titude para que isso tudo mude? Quando vamos realmente valorizar nossos votos, mesmo que tenhamos que anulá-los nas urnas? Quando vamos perceber que está tudo em nossas mãos, em nossos atos e palavras?

Mais do que choques de ordem, precisamos de um choque moral, outro de ética e mais um de consciência, todos na cervical.

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