domingo, 4 de outubro de 2009

Por que poesia?

Na minha última postagem, lancei mão de uma maneira diferente de redação. Como os senhores bem devem ter visto, eu postei uma poesia. Coisa bem rara aqui neste sítio, pois sou mais afeito á publicar prosas do que poesias. Não tenho problemas com o estilo, pelo contrário, sou admirador de muitos poetas. Apenas não me sinto muito à vontade de publicizar assim meus versos. Mas quem sabe isso muda com o tempo, não é mesmo?

Poesia. Tem razão de ser? De existir? Ela simplesmente transborda de meus dedos quando sinto a necessidade. Trepida sob a ponta da caneta, batendo incessantemente sobre o papel, rasgando-lhe a pele e deixando, caprichosamente, a sua voz. A poesia liberta um tipo de voz que fica sufocada no peito, afogada na razão e no desencanto do dia-a-dia. No caos de seus versos, tão dispersos na linguagem que permitem um milhão de interpretações diferentes, habita uma razão que só tem lógica nos sonhos.

2 comentários:

JCPedra disse...

Concordo com você. A poesia simplesmente transborda de meus dedos também; e para mim é uma válvula de escape. Acho que você deveria colocar mais das suas poesias aqui!!

Mateus disse...

"Emergência

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."
(M. Quintana)

Eh isso aeh, kra, respira...