sexta-feira, 10 de julho de 2009

Castelo e Inocência

Enquanto estou aqui, quieto, sentado nesse banco, eu me dedico a olhar os seus movimentos. Você desce as escadas do edíficio no qual trabalha com um olhar despreocupado, máscara perfeita para teu rosto. Há em suas mãos inocência e despreocupação em relação ao mundo que te cerca. Olhe, se você soubesse o quanto este cenário que te envolve é perigoso - gritaria de medo, ou pior, entraria em catatonia imediata. Só pra variar, metade desse perigo foi construído por você mesma, através de erro sobre erro, amor sobre amor, que tal qual um castelo de cartas, erguem-se majestosos e deslumbrantes, mas sensíveis ao mais incosciente suspiro. Não sabes das agruras, das competições, muito menos das lágrimas que envolvem a tua existência. Você sorri sem embaraço para o vento que alisa seu rosto, tal qual um amante que sussurra.
Até quando durará isto tudo? Até quando esta vida que você escolheu vai se sustentar? Gostaria de saber o que você há de fazer quando ver que as roupas que te vestem não cobrem as suas verdadeiras vergonhas. Há pessoas no mundo que deveriam ser mais dignas de nota na sua vida, pois sabem dos seus segredos e dos seus pecados mais silênciosos. Ah, sim...para estas pessoas - principalmente eu - não há roupa capaz de cobrir teu corpo.

Um comentário:

Danielle disse...

Muito, muito poético...
Tuas linhas fizeram-se um filme de 2 horas em minha mente...Daria um belo drama...
Envolvente, instigante.

Forte abraço.

P.S.: o suspiro foi uma coisa boa ou não? Essa eu não entendi. rsrs