domingo, 22 de março de 2009

Os Ventos

O vento é uma coisa poderosa. Trata-se do mais significativo detentor do poder de mudar o formato daqueles colossos de vapor aos quais chamamos nuvens. Carrega-as de um lado para o outro, muda-lhes a forma, precipita-as, entre outras atribuições que pertencem exclusivamente às correntes de ar. Graças ao trabalho que faz com as nuvens, traz à tona tempestades, cinzentas e chuviscosas e as derriba sob a terra.

Esforçando-me muito, queria fazer uma analogia desses ventos e nuvens com os seres humanos. Com a gente mesmo.

Vez por outra, sinto uma lufada no peito e meu humor muda repentinamente, e na maioria das vezes para algo negativo como um estado de apreensão, apatia, depressão. Os mais simplistas dirão que eu sou imaturo ou com pouca habilidade para lidar comigo mesmo, com minhas emoções. Eu, sinceramente, não me sinto capaz de fazer julgamento acerca de minha pessoa, mas acho que é bem pedante emitir um juízo com pouca ou nenhuma reflexão sobre o assunto. Mas essa lufada vem de diversas origens, localizadas nos pontos mais obscuros da minha percepção, podendo ser algo bem objetivo, o qual eu esteja ciente, ou subjetivo, acertando-me a espinha como uma faca de gelo, ou sufocando-me como um travesseiro, apertado contra meu rosto durante a noite, sem eu nem saber que o segura.

Eu acho que pessoas sentem esses golpes de ar. Para uns pode ser mau olhado, depressão, para outros pode ser só uma frescura que eles insistem em dizer que passa. Mas para mim são golpes de ar, soprados dos mais diversos pontos. E não importa mesmo o que eles sejam, pois, me perdoem os psicólogos, analistas e os demais profissionais da mente, não acredito, pelo menos até hoje, que saber a origem de tais coisas vá acabar com seus efeitos. Um frio no peito, não importa de onde venha, será sempre um frio no peito.

Um comentário:

Anônimo disse...

Assim como as nuvens os seres humanos mudam sua cor (uma comparação mais pro "interior"), seu formato, sua formação, seu humor e sua direção. Tão violentos quanto as nuvens somos nós seres (ir)racionais.

Nem empre é ser simplista ou fazer mal julgamento, mas algumas coisas tão tão óbvias que o 'em 1ª pessoa' nem se dá conta.

Um frio é sempre um frio, seja lá qual for a origem dele, a intensidade e a direção.. o que faz a diferença é se enfrentamos ou fugimos desse frio.

OBS: Nenhuma analogia foi feita.

;*